Infantino

Gianni Infantino, presidente da Fifa, vestido de voluntário (Foto: Christophe Archambault / AFP)

Bernardo Cruz e Marcio Porto
13/07/2018
06:26
Enviados especiais a Moscou (RUS)

Em sua última entrevista coletiva antes da final da Copa do Mundo, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, exaltou a Rússia, a organização e apontou esta como a maior Copa de todos os tempos. Ele falou nesta sexta-feira em Moscou, no estádio Lujniki, onde será disputada a final entre França e Croácia  no próximo domingo às 12h (horário de Brasília). Infantino chegou para a entrevista vestido como um voluntário, com um casaco vermelho. 

- Queria parabenizar ao povo russo, ao presidente Vladimir Putin, a todos os torcedores, que certamente fizeram desta a maior Copa de todos os tempos. A partir de agora, a Rússia sobe a outro patamar como país do futebol - afirmou Infantino. 

Infantino disse que a organização funcionou em todas as cidades e destacou a participação dos torcedores, sublinhando a dos sul-americanos. Neste momento, porém, não citou os brasileiros, apenas colombianos, peruanos e argentinos. Exaltou também a atitudes dos senegaleses e japoneses, que apareceram recolhendo dos estádios após as partidas. O presidente da Fifa também destacou a final inédita. 

- Certamente uma final de grande nível, entre uma equipe que nunca esteve e nunca conquistou o título e outra que luta pelo bicampeonato. E ainda reeditando a semifinal de 1998. Será uma grande final - afirmou.

No fim, uma pergunta acabou gerando uma saia justa. Infantino foi questionado pelo fato da Fifa não pagar pelo trabalho dos voluntários. Enquanto era indagado pelo jornalista, os trabalhadores riram, como se estivessem apoiando a questão. O mandatário saiu pela tangente:

- Todos tem amor pelo futebol. Tenho total gratidão ao trabalho deles, também por criar essa atmosfera amistosa. Isso acontece naturalmente ao redor do mundo. Não apenas aqui. Por isso sou grato a cada um dos voluntários.

Essa foi a primeira Copa de Infantino como presidente da Fifa. Ele assumiu em fevereiro de 2016, sucedendo o francês Joseph Blatter, que está suspenso por conta de escândalos de corrupção.