Faltam 126 dias para a Copa do Mundo: Holanda, a maior seleção não campeã mundial
Laranja foi vice-campeã em três ocasiões

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A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 chega a um novo marco nesta quinta-feira (5): faltam 126 dias para o início do torneio que será disputado em Estados Unidos, México e Canadá. Enquanto as atenções se voltam para o futuro, a história dos Mundiais lembra que nem sempre grandes seleções conseguem transformar bom futebol em taça. Poucos exemplos simbolizam isso tão bem quanto a Holanda.
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Com 12 participações em Copas do Mundo, a Holanda construiu uma das escolas mais influentes do futebol, berço do "futebol total" e de lances que entraram para o imaginário do esporte. Ao mesmo tempo, coleciona frustrações em decisões que a mantêm até hoje como a maior seleção que jamais foi campeã do mundo. Em três ocasiões, a equipe ficou a apenas um jogo de levantar a Copa do Mundo, mas o sonho ficou pelo caminho.
O ápice da revolução holandesa aconteceu em 1974. Naquela Copa, o "Futebol Total" e o famoso "giro de Cruyff" foram exibidos ao mundo e encantaram torcedores e especialistas.
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A seleção laranja dominou a segunda fase de grupos: venceu os três jogos sem sofrer gols, incluindo um 4 a 0 sobre a Argentina e um 2 a 0 sobre o Brasil, então atual campeão mundial. Johan Cruyff comandou uma das atuações individuais mais marcantes da história do torneio, e aquele time segue lembrado como uma das melhores equipes a não erguer a taça.
Um dos momentos mais simbólicos daquela Copa foi o lance batizado de "giro de Cruyff". No jogo contra a Suécia, em 1974, o camisa 14 recebeu um passe de Arie Haan, marcado de perto pelo defensor Jan Olsson. Em uma fração de segundo, olhou para um lado e girou para o outro, deixando o marcador para trás com um drible que, desde então, passou a ser repetido em campos do mundo inteiro. O gesto sintetizava o espírito da equipe: técnica, inteligência e inovação.
Apesar do brilho, o título escapou na final. Diante da Alemanha Ocidental, dona da casa, a Holanda saiu na frente com um pênalti logo no início, mas acabou derrotada por 2 a 1.
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Quatro anos depois, em 1978, a seleção voltou à decisão, desta vez em Buenos Aires. Sem Cruyff, que não disputou aquele Mundial, os holandeses levaram o jogo contra a Argentina para a prorrogação após um 1 a 1 no tempo normal no Estádio Monumental. No tempo extra, porém, Mario Kempes comandou a seleção anfitriã rumo ao 3 a 1 e ao primeiro título mundial.
A terceira tentativa veio mais de três décadas depois, na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Em Joanesburgo, no Soccer City, os Países Baixos encararam uma Espanha construída sobre a base do Barcelona de Pep Guardiola e reforçada por protagonistas do Real Madrid. Em uma final tensa e recheada de faltas, o equilíbrio persistiu até a prorrogação. Só então Andrés Iniesta marcou o único gol da partida, decretando o 1 a 0 que deu aos espanhóis seu primeiro título e adiou, mais uma vez, o sonho holandês.

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