Muros do CT do Botafogo são pichados em protesto contra John Textor
CT Lonier fica localizado no bairro Camorim, na Zona Oeste do Rio

Os muros da rua que dá acesso ao Centro de Treinamento do Botafogo, o Espaço Lonier, no bairro do Camorim, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foram pichados na noite desta quinta-feira (22). As mensagens deixadas por torcedores são de críticas e ofensas direcionadas ao empresário John Textor, dono da SAF, que enfrenta crise financeira. Veja fotos abaixo:
➡️ Botafogo vive crise financeira e atrasos ligam alerta da SAF
As pichações foram feitas nos muros da entrada do Lonier. Ainda não há atualizações sobre os responsáveis pelo protesto um dia após a vitória sobre o Volta Redonda e às vésperas do duelo com o Bangu pelo Campeonato Carioca.
"Gringo 71", "John ladrão, 171 safado", "Cadê o dinheiro?", "Sai do Botafogo", "Venda de jogador, Super Mundial" e "França não te quer, Brasil também" foram algumas das mensagens deixadas.
Há também um protesto marcado pelas principais torcidas organizadas do Botafogo para a tarde deste sábado (24), horas antes da partida contra o Bangu, nos arredores do Nilton Santos. A tendência é de manifestações também dentro do Nilton Santos.



Crise no Botafogo
John Textor vive o momento de puro caos na gestão à frente do Alvinegro. Como informou o Lance! nesta quinta-feira, o clube já tem pendências com atletas de direito de imagem e FGTS, correndo para colocar em dia contanto com a verba da venda de David Ricardo.
Em paralelo, o Glorioso segue sem saber como irá se livrar do transfer ban aplicado pela Fifa referente à dívida com o Atlanta United, dos Estados Unidos, na compra de Thiago Almada. Sem solução, a SAF segue proibida de registrar jogadores e corre risco de não conseguir levar a campo os reforços contratados para 2026: os zagueiros Ythallo e Riquelme, e o atacante Lucas Villalba.
Há ainda a guerra societária com Eagle Football e o fundo Ares, além da batalha judicial contra a Iconic Sports, parceira na compra do Lyon, em 2022. A Iconic investiu mais de 70 milhões de dólares na operação para, em troca, ter cerca de 16% das ações da Eagle. Esse acordo, no entanto, previa uma Oferta Publica Inicial (IPO) na Bolsa de Valores de Nova Iorque, o que não aconteceu. No contrato, o fundo exige a recompra de suas ações com juros de 11%, na casa dos 97 milhões de dólares (cerca de R$ 526 milhões).
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