Botafogo vive crise financeira e atrasos ligam alerta da SAF
Gestão de John Textor tem enfrentado problemas nos bastidores

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A SAF do Botafogo vive sua primeira grande crise desde a mudança estatutária, no início de 2022. Sem poder registrar jogadores devido ao transfer ban pela dívida com o Atlanta United referente à compra de Thiago Almada, o clube ainda lida com problemas internos, como valores em aberto com o elenco.
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Com problemas na parte societária, dificuldade nas cifras e necessitando de aporte para fluxo de caixa, os direitos de imagem têm duas folhas a serem pagas. Atletas chegaram a completar o terceiro mês, mas a gestão do Glorioso quitou um nesta semana, antes do jogo contra o Volta Redonda.
Já houve conversa com o elenco sobre a atual situação. Jogadores entenderam o cenário e, assim como os diretores, aguardam por uma saída da crise nas próximas semanas. Em caso de três meses de salário na carteira ou direito de imagem atrasados, atletas podem solicitar rescisão unilateral na Justiça, o que é o grande temor. Por ora, a situação foi controlada.
Botafogo com mais problemas
Além dos vencimentos, há atletas no elenco do Botafogo com FGTS atrasado e outros com luvas previstas em contrato também sem prazo para pagamento. Internamente, a SAF conta com parte dos valores da venda à vista do zagueiro David Ricardo, para o Dínamo Moscou, da Rússi — a transação beira os R$ 38 milhões. As informações são do "O Globo" e foram confirmadas pela reportagem do Lance!.

Distante do clube desde dezembro, o que também tem incomodado o dia a dia no Nilton Santos, John Textor garante que está perto de conseguir um aporte financeiro robusto para solução de todos os problemas. O valor seria de 50 milhões de dólares (cerca R$ 268 milhões) para se livrar do transfer ban, pagar pendências com os jogadores e fazer a máquina "voltar a girar".
No momento, a ordem é clara: corte de gastos, contenção de danos e investimento menor. Em contrapartida, caso não haja saída, novas vendas devem acontecer. O Botafogo, além de David Ricardo, negociou Marlon Freitas com o Palmeiras e Savarino com o Fluminense.
Questões judiciais
Desde 2025, Textor vem enfrentando problemas na Justiça não só na briga societária com Eagle Football e o fundo Ares. Recentemente, o empresário estadunidense foi alvo de ação movida por outro fundo, a Iconic Sports Management, parceira na compra do Lyon, feita em 2022.
A Iconic investiu mais de 70 milhões de dólares na operação para, em troca, ter cerca de 16% das ações da Eagle. Esse acordo, no entanto, previa uma Oferta Publica Inicial (IPO) na Bolsa de Valores de Nova Iorque, o que não aconteceu. No contrato, o fundo exige a recompra de suas ações com juros de 11%, na casa dos 97 milhões de dólares (cerca de R$ 526 milhões).
Enquanto vê seu dono acumulando problemas, o Botafogo segue. A tendência é que negociações sejam paralisadas e o grupo seja incorporado com jovens das categorias de base.
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