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Diretor financeiro detalha dívida do Atlético-MG e revela: 'Organicamente é quase impagável'

Thiago Maia falou sobre a dívida de R$ 1,7 bilhão do Galo e os próximos aportes no clube

Artur Henrique
Belo Horizonte (MG)
Dia 23/04/2026
14:13
bandeirinha arena mrv (Foto: Daniela Veiga / Atlético)
imagem cameraBandeirinha Arena MRV (Foto: Daniela Veiga / Atlético)

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O diretor financeiro do Atlético, Thiago Maia, detalhou a complexa situação da dívida do clube em entrevista ao canal Sports Market Makers, no YouTube. Durante a conversa, o CFO (Chief Financial Officer) explicou de forma clara a origem dos débitos, apresentou os valores envolvidos e também projetou os próximos aportes financeiros no clube.
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O diretor financeiro do Atlético, Thiago Maia, detalhou a complexa situação da dívida do clube em entrevista ao canal Sports Market Makers, no YouTube. Durante a conversa, o CFO (Chief Financial Officer) explicou de forma clara a origem dos débitos, apresentou os valores envolvidos e também projetou os próximos aportes financeiros no clube.

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Thiago Maia organizou as informações, esclarecendo quanto o Atlético deve, de onde vêm essas dívidas e quais são os planos para equilibrar as finanças nos próximos períodos:

— O Galo tem um endividamento líquido na casa de R$ 1,7 bilhão. Desses, aproximadamente R$ 1 bilhão são dívidas bancárias, na casa de R$ 600 milhões são dívidas bancárias da SAF, todas são avalizadas. Por mais baratas que sejam, por serem avalizadas, elas machucam muito por causa da taxa Selic. A outra, de R$ 400 milhões, é a dívida do estádio e tem o CRI da arena, que está na casa dos R$ 300 milhões. Esse é o principal problema do Galo. Tem aí mais R$ 400 e poucos milhões de dívida tributária, que machuca menos, parcelada de longo prazo, mas com o CDI neste patamar tudo machuca, e o restante é a diferença de contas a pagar e contas a receber, que fica na casa dos R$ 300 milhões. Quando você soma isso tudo, dá R$ 1,7 bilhão — iniciou o diretor

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— A conta é muito difícil de fechar. O futebol mudou muito de 2021 para cá, seja com entrada das bets, seja com entrada da SAF, seja com novos contratos de televisão. Tem muito dinheiro no mercado, por isso inflacionou demais os salários de jogadores. Então, o Galo está nesta busca do resultado operacional positivo. Esse breakeven que o Galo vem tentando equalizar suas receitas e despesas está muito próximo. O Galo é uma empresa que operacionalmente para de pé. O problema é que ela é uma empresa extremamente alavancada, tem uma dívida que organicamente é quase impagável — explicou Thiago Maia

Aportes no Atlético

O diretor financeiro também comentou sobre os próximos aportes no Atlético, que serão realizados pela família Menin. Segundo Thiago Maia, esses recursos terão como principal destino o pagamento de dívidas bancárias do clube, contribuindo para a redução do endividamento e o reequilíbrio financeiro:

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— O aporte de R$ 500 milhões, que vai ser todo para a dívida, é para reduzir essa dívida bancária que está em torno de R$ 600 milhões para ficar na casa dos R$ 100 milhões. Ainda vai ficar a dívida do CRI da Arena MRV; o cenário é ainda bem desafiador, mas as perspectivas futuras são positivas. Acho que sempre vai ter dívida, faz parte uma empresa ter dívida, mas não pode ter no patamar que o Galo possui. Mas se você pega o endividamento em relação à receita, o Galo vem melhorando ano após ano — explicou o CFO.

(Foto: Pedro Souza / Atlético)
(Foto: Pedro Souza / Atlético)

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