David Nascimento
30/06/2016
07:40
Rio de Janeiro (RJ)

A regularidade de Luan no Vasco marca a sua convocação pelo técnico Rogério Micale para defender o Brasil nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em agosto. Os dez anos de São Januário do zagueiro, juntando período nas categorias de base e no profissional do clube, foram de extrema importância para esta coroação do trabalho. E de forma mais do que merecida, vale destacar, por tudo que já fez pelo Vasco e que tem para fazer ainda pelo clube e pelo Brasil.

Luan chegou ao Vasco em 2006, para a base, e ficou até 2012 nas categorias inferiores ao profissional. Passou por todo o processo de amadurecimento, se engrandecendo a cada dia com a cultura de São Januário, aflorando nos treinos a dedicação e identificação com as tradições vascaínas. Conseguiu a primeira chance no profissional ainda em 2012. No dia 5 de setembro daquele ano, esteve em campo no empate contra o Náutico e não saiu mais.

Vinte e quatro dias depois de seu primeiro jogo como profissional, Luan já marcara o seu primeiro gol com a camisa do Vasco, em vitória por 3 a 1 sobre o Figueirense. Cinco anos mais tarde, depois de ter tido em 2015 a experiência de defender o Brasil e ainda ser o capitão no Pan-Americano do Canadá, vê com apenas 23 anos a realização de seus sonhos dar um novo e grande passo, em busca de um ouro inédito e tão aguardado por todos os brasileiros. A queda do Vasco para a Série B não apaga o nível técnico elevado de Luan.

Passado de lado com os 142 jogos com a camisa profissional do Vasco até agora (destes, 67 vitórias, 46 empates e 29 derrotas), além dos nove gols, Luan se firmou de vez como nome da zaga titular ao lado de Rodrigo há dois anos. Com poucas oscilações, é considerado insubstituível pelos torcedores em São Januário e faz por onde. Na última sequência invicta de quase oito meses, foi um dos que mais figurou em campo, sendo essencial na segurança ao setor defensivo, uma juventude no meio de peças experientes como o próprio companheiro de posição Rodrigo, 12 anos mais velho, e o goleiro Martin Silva.

A ida de Luan para a Seleção Brasileira visando a disputa do Rio 2016 ainda dá um novo gás para as categorias de base do Vasco, que o revelou no passado. Mais ainda por se juntar ao seleto grupo de 11 jogadores que já foram cedidos pela equipe de São Januário para a Seleção em Olimpíadas, desde Adésio, Carlos Alberto, Jansen e Vavá (em Helsinque, 1952), até Romulo (Londres, 2012). Consegue fixar seu nome na história do clube que o abraçou e com uma linda página escrita a cada treino, jogo, atividade, autógrafo, sorriso que dá durante a caminhada de trabalho defendendo as cores do Vasco.

Não importa que o Vasco está disputando a Série B do Campeonato Brasileiro e na teoria enfrenta adversários mais fracos, se compararmos com os confrontos existentes na elite do futebol nacional. Luan se esforçou, mandou muito bem com a camisa vascaína e merecidamente é o único representante dos clubes do Rio de Janeiro nas Olimpíadas. Os frutos de tudo que já fez na carreira até agora estão sendo colhidos e tendem a não parar por aí. Mantendo a sua característica humildade, vai chegar longe. Ajudando a trazer a alegria ao povo do Brasil com o ouro no Rio 2016 e em 2018, quem sabe, o hexa mundial.