David Neres e Joanderson - São Paulo

David Neres e Joanderson posam com a taça da Copa do Brasil Sub-20 (Foto: Rubens Chiri/www.saopaulofc.net)

Bruno Grossi
03/01/2016
06:30
São Paulo (SP)

A Copa São Paulo de Juniores começou. Neste domingo, às 14h, será a vez do São Paulo estrear pelo Grupo 17, em duelo com o Paulista de Jundiaí. E, na Arena Barueri, a maior parte das atenções estará voltada para o franzino camisa 11 do Tricolor, a promessa que mais gera expectativas no clube desde a formação de Lucas, em 2010.

O nome do garoto é David Neres, 18 anos, nascido e criado no bairro de Perus, na Zona Norte de São Paulo, e que deu os primeiros chutes pelo Nacional de Pirituba, também na capital paulista. Filho de Miguel e Maria da Conceição, o atacante foi um dos protagonistas da base do São Paulo em 2015, marcando gols decisivos nas finais da Copa do Brasil Sub-20 e da Copa Ipiranga.

- Sempre fui ligado em futebol, jogava com os amigos no bairro e a família sempre apoiou. Meu irmão sempre esteve do meu lado, como meu pai. Minha mãe no começo ficava preocupada, falava que eu tinha que estudar, mas me apoiava. Todo fim de semana estou em casa, falo bastante com eles pelo celular e temos uma relação muito boa. Quero sempre estar perto deles, tem minhas três irmãs também. Se eu sair um dia, vou levá-los para todo lugar - prometeu, antes de continuar:

– Foi um ano especial na minha vida. No ano passado também joguei bem, mas nunca tinha tido um ano igual a 2015. Melhorei bastante meu estilo de jogo, o treinador (André Jardine) ajudou a corrigir o posicionamento... O time foi bem coletivamente, o esquema se encaixou e nós três ali da frente (joga com Lucas Fernandes e Joanderson) ficamos mais próximos para tabelas e gols – destacou, ao LANCE!.

Com a mesma calma com que atendeu à reportagem, respirando e calculando cada resposta, Neres é cauteloso para falar do futuro. O sonho de ser promovido ao profissional não é maior do que a necessidade de chegar ao CT da Barra Funda capacitado. A joia quer brilhar, mas sabe que ainda é cedo.

– Ainda perco muitos gols, mas como crio bastante, acabo fazendo um número legal de gols. Falta evoluir bastante, porque o profissional é outra coisa. Se eu tiver uma chance, farei meu melhor, mas acho que ainda preciso melhorar. Treinei algumas vezes, mas percebi que ainda não estava preparado. Prestei bastante atenção no Rogério Ceni, pelo foco total e a dedicação dele e vou continuar crescendo – projetou o garoto.