Presidente em Exercício Michel Temer durante audiência concedida à Thomas Bach (Foto: Beto Barata/PR)

Presidente em Exercício Michel Temer durante audiência concedida à Thomas Bach (Foto: Beto Barata/PR)

Jonas Moura
14/06/2016
13:45
Rio de Janeiro (RJ)

Em sua primeira visita ao Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016 na condição atual, o presidente interino Michel Temer tentou tranquilizar a população sobre os problemas que o Brasil enfrenta a 52 dias da cerimônia de abertura do megaevento. Após visitar a Arena do Futuro, palco do handebol, a Arena Carioca 1, onde acontecerá o basquete masculino, e o Estádio Aquático, da natação, disse que o governo federal prestará a ajuda financeira necessária.

- Iremos colaborar não apenas com palavras, mas (daremos ajuda) de natureza financeira para as necessidades. Temos absoluta convicção de que estamos produzindo um fato extraordinário para o Brasil e para o mundo - disse o presidente.

Ele esteve reunido com o presidente do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, o prefeito Eduardo Paes e ministros. Antes, fez uma reunião privada com o alemão Thomas Bach, autoridade máxima do Comitê Olímpico Internacional (COI). A entidade faz nesta semana mais uma reunião de revisão dos projetos olímpicos na capital fluminense.

A linha 4 do metrô, que não ficará pronta para os Jogos, já custou aos cofres públicos cerca de R$ 10 bilhões. O governo do estado aguarda ainda a liberação de R$ 989 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a conclusão. O serviço começará a quatro dias dos Jogos, com limitações. Só poderá ser usufruído por toda a população após o evento.

- Estão sendo finalizados os estudos financeiros da Linha 4. Já combinei com o governador (Francisco) Dornelles, e teremos uma conversa logo mais adiante para equacionarmos em definitivo a questão do metrô - disse Temer, que não falou em valores.

O presidente afirmou não ver constrangimentos ao seu governo em meio aos problemas políticos que o Brasil enfrenta. Ele reforçou o discurso sobre pacificação do país e respondeu ser indiferente a um possível convite dos organizadores à presidente Dilma Rousseff para a cerimônia de abertura. 

- Para mim, tanto faz. Não tenho nenhuma objeção. Isso é com a organização. Não é de hoje que eu falo em pacificação do país. O que não podemos mais ter é brasileiros disputando com brasileiros. Isso trai a tradição do nosso povo, que sempre teve uma unidade muito grande e se revelará na unificação da unidade nacional - falou Temer.