Rosângela Santos foi a mais rápida na prova dos 100m no Mano a Mano (Foto: Divulgação)

Rosângela Santos (última à direita) conquistou pela segunda vez o título do Mano a Mano (Foto: Divulgação)

Jonas Moura
05/06/2016
14:12
Rio de Janeiro (RJ)

Uma "nova" Rosângela Santos, sorridente e bem-humorada, atendeu aos jornalistas após vencer a prova dos 100m rasos do Desafio Mano a Mano neste domingo, no Rio de Janeiro. Com tempo de 11s23, a brasileira assegurou o bicampeonato (vencera em 2014) e fez questão de se desculpar pelo bate-boca com a imprensa protagonizado em maio, no Estádio Olímpico Nilton Santos.

- Gostaria de pedir desculpas a todos vocês pelo meu comportamento no Ibero-Americano. Não foi bom, não foi legal. Faço esse pedido agora oficialmente para todos vocês - disse a brasileira.

No dia 14 do mês passado, após a eliminatória da prova mais rápida do atletismo no Campeonato Ibero-Americano, evento-teste dos Jogos Rio-2016, a atleta mostrou indisposição para responder perguntas dos repórteres. A um profissional da Band, ela chegou a dizer, irritada, que ninguém assistia à emissora e e perguntou "quem era ele". 

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e entre a imprensa. A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) chamaram a atenção da velocista. No dia, Rosângela venceu a prova na qual tivera mal desempenho pela manhã, mas não se desculpou pessoalmente, apenas nas redes sociais. Desta vez, respondeu a todas as perguntas e não tirou o sorriso do rosto. 

- Meu tempo foi dentro do que eu esperava. Estou me preparando para a Olimpíada, então repetir um índice me ajuda a ganhar mais confiança. Agora, é ganhar mais ritmo de competição, mas foi uma grande prova, apesar da chuva.

O resultado no Rio empolgou por um lado, mas não por outro. Assim como fizera no Mano a Mano há dois anos, Rosângela superou a americana Carmelita Jeter, campeã do revezamento 4x100m em Londres-2012. A marca de 11s23 ainda está longe do necessário para pensar em uma final olímpica, e a própria atleta, que tem como melhor tempo 11s04, faz a ressalva.

- Tenho de diminuir muito o tempo. Não vou falar quanto porque sou ruim de matemática (risos), mas sei que tenho de fazer perto de 10s90, 10s80. Dá certa ansiedade, mas tenho até agosto. Sei que enfrentarei atletas não só do nível da Carmelita, mas muito mais fortes. Se quiser uma final olímpica e levar uma medalha inédita, preciso disputar provas como esta - completou a atleta.