Ryan Lochte

Ryan Lochte, dono de 12 medalhas olímpicas foi assaltado em um táxi após sair de uma festa na madrugada de domingo. Repercussão mundial afeta a imagem do Brasil, segundo a Rio-2016  (Foto: AFP)

CARLOS ALBERTO VIEIRA
15/08/2016
14:39
Rio de Janeiro (RJ)

Pedrada no ônibus da imprensa, assalto a quatro atletas da natação americana, entre eles o superstar Ryan Lochte, a informação de que o comitê olímpico australiano pediu aos seus atletas que circulem apenas na Vila Olímpica, evitando passeios pela cidade durante a noite repercutem muito mal internacionalmente. E a Rio-2016 diz que, embora os Jogos estejam sendo um evento de sucesso, o prejuízo para a cidade é inquestionável.

- Estas situações não afetam a imagem da Olimpíada. Mas inegavelmente não acontece o mesmo com imagem do Rio de Janeiro e do esquema de segurança montado e estudado durante tantos meses. As autoridades disseram que o objetivo era fazer a cidade ficar totalmente segura. Nos desculpamos pela violência que chega tão próximo dos atletas. Sentimos que este é um problema - disse o diretor executivo de comunicação da Rio-2016 Mario Andrada.

Para o dirigente, quando ocorre algo de ruim em uma Olimpíada e envolvendo atletas, vitrines bem maiores que os outros, a repercussão é amplificada. Ele diz que o comitê tem contato direto e diário com as autoridades de segurança para minimizar os problemas de policiamento, mas não pediu o reforço da segurança na cidade.


Sobre o assalto aos americanos, a Rio-2016 ainda não tem um relatório do que aconteceu na madrugada de domingo e que a polícia pretende ouvir, além dos atletas, o motorista do táxi.

- Dois dos quatro americanos foram ouvidos. Agora, a polícia está buscando a identidade do motorista, pois ele pode dar maiores explicações. Nós do comitê ficamos chateados. Os atletas treinaram durante anos, disputaram suas provas e tinham o direito de curtir um pouco a festa na cidade. Então acontece isso.  Agora  temos de esperar as investigações serem concluídas, pois qualquer comentário nosso será prematuro  - disse Andrada.

O assalto

Na noite de sábado, Ryan Lochte outros três companheiros do time de natação dos EUA tinham sido convidados pelo nadador brasileiro Tiago Pereira para uma festa na Sociedade Hípica. Depois que saíram, pegaram um táxi e foram assaltados. Segundo Lochte narrou ao comitê olímpico americano, o táxi foi parado por um carro no qual saiu homens armados se dizendo policiais e que pegaram dinheiro e objetos dos nadadores, antes de liberarem o táxi para seguir  viagem.