Mario Andrada

Mário Andrada (Foto: Carlos A. Vieira)

CARLOS ALBERTO VIEIRA
19/08/2016
12:42
Rio de Janeiro (RJ)

O pedido de desculpas do comitê americano e do nadador Ryan Lochte sobre a declaração mentirosa do atleta de que ele e outros três nadadores foram assaltados por bandidos que se passaram por policiais quando na realidade eles se envolveram apenas em uma confusão - confirmada pela apuração da polícia e imagem de vídeo - foi muito bem vista pelo Comitê Rio-2016.

Mario Andrada, diretor-executivo, do órgão disse que a ação dos americanos foi uma resposta aos anseios que a sociedade brasileira mostrou nas redes sociais:

- O Comitê não esperava o pedido de desculpas, mas percebemos que era  o que a população brasileira esperava. Pois ela se sentia humilhada pelas mentiras e que a imagem do Brasil tinha sido comprometida no exterior. Havia uma indignação grande nas redes sociais, cerca de 2% de todas as mensagens olímpicas no Brasil era sobre esse assunto, e isso só poderia ser resolvida com o pedido formal de de desculpas, que a gente aceita e agradece.

A Rio-2016 acredita que o brasileiro passará a ter mais orgulho da imagem do país após os Jogos. Afinal, embora tenha acontecido alguns episódios negativos, o sucesso do evento foi exaltado.

- Imagino que esse complexo de vira-latas acaba depois dos Jogos Olímpicos.  Damos respostas muito eloquentes ao mundo com as imagens que estamos vendo aqui, com tantos bons exemplos. É inesquecível uma final de regata da vela com uma praia lotada  em frente a uma paisagem magnífica, numa água mais limpa do que jamais esteve, a participação da torcida, a alegria da cidade E os casos negativos não vão sobreviver à história - disse Mario Andrada.