Ryan Lochte

Nadador Ryan Lochte está envolvido na polêmica (Reprodução/Daily Mail)

CARLOS ALBERTO VIEIRA
18/08/2016
13:52
Rio de Janeiro (RJ)

O Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 resolveu adotar uma postura branda após ter a confirmação de que as investigações da polícia confirmaram  que quatro nadadores americanos (Ryan Lochte, Gunnar Bentz, Jack Conger e James Feigen) mentiram ao dizer que foram assaltados por bandidos usando roupas militares após saírem de uma festa na Zona Sul do Rio, na madrugada de domingo, pois o que ocorreu foi apenas uma confusão em um posto de gasolina. Isso fez os atletas passarem a ser investigados por informação de falso crime.

A Rio-2016 considera que os atletas - principalmente o astro Ryan Lochte, que manteve a versão quando acareado pelos investigadores - cometeram um erro e que o fato da história que arranhara fortemente a imagem do Brasil quando divulgada ter mudado completamente é forte o suficiente para que a lição seja aprendida pelos nadadores envolvidos e contabilizada como lucro para os Jogos do Rio sem a necessidade de sentimento de vingança.

- O fato de os atletas passarem por uma vergonha pública já é forte o suficiente para a Rio-2016. A segurança da cidade do Rio foi duramente afetada quando a notícia saiu. Mas agora ela já está sendo recuperada de forma natural e o brasileiro que se sentiu envergonhado quando leu sobre o assalto, agora está de alma lavada. Para que vamos ser firmes, duros ou agressivos? Não precisamos mais interferir num processo que acabou tendo o final ideal para a nossa imagem - disse Mário Andrada, diretor de comunicação da Rio-2016.

Agora os atletas passam a ser investigados pela possibilidade de falsa comunicação de crime. Os dois nadadores que foram ouvidos inicialmente, Ryan Lochte e Feigen foram proibidos pela Justiça de deixarem o país. Entretato, Lochte, que embarcou na segunda-feira, antes da decisão do Juiz,  está nos Estados Unidos. Feigen ainda permanece no Brasil, mas seu destino é desconhecido.

Já Gunnar Bentz e Jack Conger foram proibidos de fazerem o embarque de volta para casa quando já estavam no Aeroporto do Rio, na noite de quarta-feira e serão arrolados como testemunhas.