Arena Carioca 1

Arena Carioca 1 será o palco do basquete na Olimpíada ((Foto: Rio 2016 / Alex Ferro)

Bernardo Cruz
16/01/2016
09:43
Rio de Janeiro (RJ)

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, tratou a Arena Carioca 1, durante a abertura do local na terça-feira passada, como a menina dos olhos do Parque Olímpico. Faltava a galera que entende do riscado testar as instalações para saber se na prática o local que vai receber o basquete na Olimpíada e Paralimpíada (além do rúgbi sobre cadeira de rodas) estava preparado. Se o ditado diz que "A primeira impressão é a que fica", então o balaço foi extremamente positivo.

Brasileiras e estrangeiras foram unanimes em afirmar nesta sexta-feira, durante o primeiro dia do Torneio Internacional de Basquete, evento-teste para a Olimpíada, que a Arena Carioca 1 está no nível desejado para a disputa da competição em agosto.

- Eu acho que está excelente. De igual para igual com as grandes arenas mundiais. Não há nada do que reclamar, e sabemos que temos totais condições de ter o nosso centro de treinamento aqui para treinarmos em alto rendimento - afirmou a ala Iziane.

A australiana Erin Phillips, medalhista olímpica e jogadora do Los Angeles Sparks, está acostumada a jogar em grandes arenas. Por isso, ficou bastante satisfeita com o que viu por dentro das instalações.

- Estar aqui está sendo maravilhoso. Logo na primeira vez que eu vim na arena, parecia que dava para escutar os gritos dos torcedores brasileiros loucos na arquibancada. A quadra e a arena estão incríveis, com cores claras, gostei muito. É difícil comparar com a WNBA, os vestiários lá parecem uma sala de estar de uma casa, com cadeiras grandes que reclinam e coisas do tipo. Mas aqui está tudo muito bom - analisou.


Contudo, a Arena Carioca 1 não está 100% da maneira que receberá os Jogos Olímpicos. Além de não contar com a presença do grande público (apenas convidados e familiares estiveram presentes), o placar eletrônico é provisório e a quadra, apesar de possuir as especificações da Fiba, será diferente. A pivô Erika, uma das líderes do elenco brasileiro, também apontou outro ajuste a ser feito: a questão da iluminação.

- Acho que a luz atrapalhou em alguns momentos. Quando fui para bandeja a luz refletiu um pouco na tabela e incomodou de leve, sobretudo para as pivôs que são mais altas. Mas isso é o de menos. Está tudo ótimo, a galera curtiu e estou muito feliz em estar aqui - declarou.

Neste sábado acontece a segunda rodada do Torneio Internacional de Basquete Feminino. Austrália e Venezuela se enfrentam às 18h. Em seguida, às 20h30, Brasil e Argentina medem forças.