Presidente de honra da Fifa João Havelange conversa com Sepp Blatter

Havelange, que foi sucedido por Joseph Blatter no comando da Fifa em 1998, morreu nesta terça-feira aos 100 anos (Foto: Kevork Djansezian/Getty Images/AFP)

CARLOS ALBERTO VIEIRA
16/08/2016
13:27
Rio de Janeiro (RJ)

Embora tenha pedido ao COI para que todas as bandeiras do Brasil nas Arenas Olímpicas fiquem a meio mastro em homenagem a João Havelange, que morreu nesta terceira-feira, no Rio, o Comitê Rio-2016 não pediu que o mesmo fosse feito com a bandeira olímpica. E ainda estuda se pedirá outras formas de homenageá-lo, como pedir minuto de silêncio nos jogos de futebol (a partida Brasil x Suécia, que começou às 13h, pela semifinal feminina, não teve a homenagem).

- Ainda vamos discutir outras formas para relembrar Havelange. Ele teve papel importante no esporte, ajudou a trazer os Jogos para o Brasil e entendemos que a família dele merece que nós prestemos homenagens a ele - disse o diretor executivo da Rio-2016 Mário Andrada, certamente temendo a possibilidade de vaias por parte dos torcedores durante eventuais minutos de silêncio, já que o nome do ex-dirigente está muito vinculado a casos de propinas na Fifa.

Perguntado se com a morte de Havelange o Comitê Olímpico Internacional aproveitaria o momento para reconhecer o envolvimento do ex-presidente da Fifa e ex-membro do COI (por 40 anos) com a corrupção, o diretor de comunicações da entidade Mark Adams comentou:

- O momento é de reconhecer que uma pessoa de 100 anos que prestou serviços ao esporte morreu e que não é o momento adequado para falar sobre o assunto.