Rio 2016 - Acidente

Área onde a câmera da OBS caiu no Parque Olímpico é interditada pelo Força Nacional e por voluntários (Foto: Bernardo Cruz)

CARLOS ALBERTO VIEIRA
16/08/2016
14:29
Rio de Janeiro (RJ)

As investigações sobre a causa da queda de 20 metros de uma câmera suspensa no Parque Olímpico da empresa OBS -  Olympic Broadcast Service, responsável pelas imagens dos jogos - na tarde desta segunda-feira e que resultou em sete feridos estão em andamento. E até que o relatório esteja concluído, o COI e a Rio-2016, juntamente com as equipes de segurança, estabeleceram uma medida de segurança e decidiram que nenhuma delas poderá ser usada nas áreas externas das arenas esportivas.

- Faremos isso até termos a certeza sobre a causa do rompimento dos cabos e conseguirmos dar 100% de garantia para as outras câmeras similares
Isso significa que além do Parque Olímpico, estão proibidas as câmeras suspensas no Parque Olímpico, em Deodoro, no Sambódromo - disse Mário Andrada, diretor executivo de comunicação da Rio-2016.

Já as câmeras suspensas internas, que acompanham os jogos, por possuírem estrutura diferente, com maior número de cabos de sustentação, seguem liberadas.

A OBS é  propriedade do Comitê Olímpico Internacional (COI) e que faz imagens aéreas das diversas arenas do complexo esportivo. Antes do aparelho cair, um dos cabos de sustentação havia se soltado. A organização fez um isolamento da área e, minutos depois, o outro cabo de segurança se rompeu, o que fez a câmera, que pesa cerca de 100kg, cair e, por sorte, apenas ferir sete pessoas que estavam na proximidade da Arena 1.

À noite, a OBS soltou comunicado no qual apenas disse que havia mandado um equipe de segurança entre o momento do rompimento do primeiro cabo e a queda da câmera e que uma investigação tinha sido iniciada. 

Já o Comitê Olímpico Internacional ficou apenas no comentário superficial, comemorando a sorte de não ter de lamentar um acidente que poderia ter sido fatal.

-  Estamos averiguando o que houve e a boa noticia foi que noa tivemos ferimentos graves - disse Mark Adams, porta-voz do COI.