LANCE!
12/08/2016
08:00
Londres (ING)

O Campeonato Inglês começa no próximo fim de semana e apesar de a janela de transferência ainda não ter fechado, os clubes logo fizeram questão de mostrar que não estão de brincadeira. Além das contratações de grandes jogadores, os ingleses investiram também em fechar contratos com grandes técnicos: José Mourinho, Pep Guardiola e Antonio Conte são alguns dos exemplos mais notáveis.

O fato curioso, no entanto, é a ausência de treinadores ingleses nas 20 equipes que compõem a Premier League. Com Sam Allardyce deixando o Sunderland para comandar o English Team, a temporada 2016/17 iniciará com apenas Burnley e Bournemouth tendo representantes ingleses. Diante de tantos estrangeiros, os 'intrusos' são Sean Dyche, pelo time de Lancashire, e Eddie Howe, pelo Bournemouth.

Para Eduardo Barros, colunista da Universidade do Futebol, o fato simboliza parte da estrutura competitiva do campeonato na busca pelos melhores profissionais. Ainda segundo ele, a ausência de ingleses pode ser explicada como uma tentativa de dar a competição um nível ainda mais elevado.

- Pelo que tenho notado, as ligas europeias e a inglesa, especificamente, têm buscado uma valorização significativa do seu jogo. Para isso, é necessário investimento. Investir na infraestrutura, em apelo ao consumidor, ou seja, ao torcedor e nas próprias equipes...O futebol inglês tem grande competitividade e isso eleva o nível da competição, que fica mais atrativa. Dessa forma, o investimento também tem que ser feito para trazer grandes treinadores. Muita vezes, esses grandes treinadores são oriundos de outras localidades e a liga, então, vai atrás deles - afirmou.

Outro fato inusitado é que desde a época de criação da Premier League, no início dos anos 90, nenhum treinador nascido na Inglaterra conseguiu levar uma equipe ao título da competição nacional. Algo que não representa necessariamente uma fraqueza no DNA desses profissionais.

- A liga tende a ser ainda mais equilibrada e difícil. Eu não consigo achar uma explicação para ter somente dois ingleses, mas um argumento é a busca dos clubes, que têm grandes recursos, pelos melhores do mundo - pontuou.

Capazes ou não, a conquista inédita de uma competição tão valorizada segue sendo o sonho de muitos treinadores ingleses.