Superliga: Thaísa reencontra Tijuca, clube que a revelou, pela primeira vez no Rio de Janeiro
Central relembra o dia a dia no clube, onde deu seus primeiros passos no vôlei

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A história de Thaísa Daher no vôlei é incontestável: bicampeã olímpica, multicampeã da Superliga e referência na Seleção. O início de tudo isso foi no Tijuca Tênis Clube, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro. E, nesta sexta-feira (6), a partir das 19h (de Brasília), a história ganhará mais um capítulo. Será a primeira vez que a central de 1,97m enfrenta o time que a revelou, no lugar em que deu seus primeiros passos, bloqueios e ataques.
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Thaísa integrou a base do Tijuca por menos de um ano, em 2011, quando tinha 14 anos de idade. A jogadora conciliava os compromissos do clube com os da Seleções Carioca e Brasileira de sua faixa etária, tendo um cronograma apertado. Mesmo assim, não deixava de se empenhar em todas as equipes e "treinar até quatro vezes mais", conforme disse em entrevista ao Lance!. Apesar de todas as convocações no início de sua trajetória, admite, de forma bem humorada, que eram feitas "não porque era boa, mas por causa da altura".
Moradora de Campo Grande, o trajeto de Thaísa até o clube, de transporte público, demorava cerca de três horas. Ela, a mãe e o irmão seguiam rumo ao Tijuca, onde passavam a maior parte de seus dias. Nessa dinâmica, Julio Americano - o Julião -, então técnico da central, tinha um papel importante, ajudando com as despesas de passagens e alimentação e estando presente em momentos difíceis da família. A jogadora se recorda com carinho do treinador, falecido devido ao Covid-19.
— Foi um cara que realmente me acolheu como filha, e não apenas me ensinou os primeiros passos no vôlei. Devo muito o que sou a ele, por ter me acolhido e por ter feito as coisas acontecerem. Se não fosse ele, talvez não tivesse conseguido me manter. Tem muitos detalhes por trás do que é visto na quadra.
O dia a dia no clube
No Tijuca, Thaísa treinava e ficava no clube até o fim do treino do irmão mais velho, o último do dia. Nesse meio tempo, participava das atividades de todas as outras categorias e, se não pudesse, "catava bola" para jogar. Segundo ela, a busca era por "não perder tempo" e melhorar cada vez mais.
— Era o que eu gostava e me fazia bem e feliz. Só passava na minha cabeça que não queria perder tempo. Não era o tipo de adolescente que ficava brincando por ali. Eu ficava muito tempo no Tijuca, mas era muito tempo em quadra mesmo.
E o esforço logo deu resultado. No ano seguinte, Thaísa foi para o Minas, time que, apesar de um tempo separada, defende até hoje. Por lá e pela Seleção Brasileira, anotou seu nome no cenário mundial do vôlei. No entanto, esta sexta-feira (6), é dia da jogadora, aos 38 anos e 1,97m, relembrar seus primeiros passos onde tudo começou lá em 2001, no alto de seus 14 anos de idade, quando o mundo era o Tijuca, as longas horas de transporte público e Campo Grande.
O reencontro será coroado ainda com uma homenagem da equipe carioca à central, que irá receber uma camisa da equipe personalizada com seu nome e número.

Informações de Tijuca x Minas na Superliga Feminina
Tijuca Tênis Clube x Itambé Minas - 16° rodada da Superliga feminina 25/26
📆 Data e hora: sexta-feira, 6 de fevereiro, às 19h (de Brasília)
📍 Local: Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro
👁️ Onde assistir: Sportv 2 e VBTV (streaming)
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