Requerimento tenta barrar Tifanny na semifinal da Copa Brasil de vôlei
CBV alega que atleta esta sendo alvo de preconceito

A Câmara Municipal de Londrina aprovou, na última quinta-feira (26), um requerimento que visa impedir a participação da oposta Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino. A partida contra o Sesc RJ Flamengo acontece nesta sexta-feira (27), no Ginásio Moringão, em Londrina.
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A atleta trans atua no vôlei brasileiro há nove anos e cumpre todas as exigências de testagem da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). No entanto, o município possui uma lei que veda a inscrição de atletas em categorias diferentes de seu sexo biológico em competições esportivas locais.
Segundo a vereadora Jessicão (PP), autora da proposta, o requerimento — aprovado com 14 votos a favor e três contra — coloca em xeque a realização do evento. A parlamentar sustenta que a escalação de Tifanny é indevida perante a legislação municipal, o que poderia acarretar na suspensão do alvará do jogo, multa de R$ 10 mil e perda de patrocínios.

Essa não é a primeira vez que a atleta é barrada se campeonatos. Em 2025, a oposta não pode participar do Mundial de Clubes, realizado no ginásio do Pacaembu, em São Paulo, segundo decisão da FIVB (Federação Internacional de vôlei). Na ocasião, o Osasco saiu com o bronze.
Além disso, no início de fevereiro, a atleta também foi excluída do sul-americano de clubes pela federação, em que sua equipe terminou vice-campeã.
Para a Copa Brasil, a a CBV foi ao STF pedindo liminar sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia. O resultado ainda não saiu e a equipe segue no aguardo.
CBV e Osasco saem em defesa de Tiffany
Em nota oficial, a CBV reafirmou o direito da atleta de entrar em quadra:
"A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) está adotando todas as medidas legais cabíveis para garantir a participação de atletas legalmente inscritos na Copa Brasil. A jogadora Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans da CBV."
O clube Osasco informou que está respaldado pela ação jurídica da Confederação, que oferece suporte total à jogadora para garantir sua participação no confronto.
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