Venda do potencial construtivo atrasa planos do Vasco para início das obras de São Januário

Reforma não deve começar antes do segundo semestre de 2026

PorPedro CobaleaRio de Janeiro (RJ)
13/01/2026 05:30
Gramado São Januário
Gramado de São Januário apresenta manchas (Foto: Pedro Cobalea/Lance!)

A reforma de São Januário segue sem data para começar e depende diretamente da definição sobre a venda do potencial construtivo do Vasco. O Lance! apurou que a principal interessada na aquisição da maior parcela, a SOD Capital, ainda não possui um terreno para utilizar esse potencial, o que impede que a transação seja concluída.

Para que o potencial construtivo tenha valor prático, é necessário que a empresa interessada possua um terreno onde ele possa ser aplicado. No caso da SOD Capital, isso ainda não aconteceu. Um dos terrenos que interessa à empresa é o Marapendi, localizado na Barra da Tijuca, com área estimada em 220 mil metros quadrados. Internamente, a avaliação é de que, a partir da aquisição do terreno, o processo de compra do potencial fluiria de forma mais rápida.

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Apesar de ser vista como a principal parceira, a SOD Capital não tem exclusividade na compra dessa maior parcela do potencial construtivo. Ainda assim, o clube entende que não há motivo para acelerar a negociação com outros agentes, já que, neste momento, não existem outras empresas interessadas nessa fatia maior. O prazo inicial para que a SOD concluísse a compra era 12 de dezembro, mas o Vasco optou por aguardar, considerando a empresa a melhor oportunidade de venda.

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Paralelamente, existem duas empresas já apalavradas com o clube para a compra de parcelas menores do potencial construtivo, cada uma no valor de 30 mil metros quadrados. Ambas já possuem terrenos próprios, o que facilitaria a conclusão dessas negociações.

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São Januário
Estádio de São Januário (Foto: Leandro Amorim/Vasco)

O Lance! também apurou que a venda dessas duas parcelas menores já seria suficiente para permitir o início das obras em São Januário. No entanto, o clube avalia que seguir por esse caminho representaria um risco, já que o clube ainda não teria garantido a venda da maior parte do potencial construtivo, fundamental para a segurança financeira do projeto.

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Diante desse cenário, a tendência é que o Vasco aguarde uma definição envolvendo a SOD Capital, o que faz com que as obras de São Januário não devam começar no primeiro semestre de 2026.

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