Venda da SAF do Vasco entra em fase decisiva; entenda as etapas finais
Tratativas entre o clube e o empresário Marcos Lamacchia avançaram nos últimos meses

- Matéria
- Mais Notícias
Nos últimos meses o Vasco deu passos importantes rumo à venda de sua SAF após avançar nas tratativas com o grupo comandado pelo empresário Marcos Lamacchia. Nos bastidores, representantes do investidor já iniciaram contatos com a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para apresentar previamente a estrutura societária da empresa que pretende assumir o controle do futebol cruz-maltino. A movimentação busca alinhar o modelo de negócio às exigências regulatórias antes da formalização definitiva.
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol terá papel central no processo, já que cabe ao órgão analisar mudanças societárias dentro das regras do fair play financeiro. Qualquer alteração no controle da SAF precisa ser informada em até 30 dias e estar em conformidade com o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF). O investidor Marcos Lamacchia é filho de José Carlos Lamacchia, dono da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, o que poderia gerar acusações de "conflito de interesse". A estratégia do grupo é antecipar eventuais ajustes, reduzindo riscos de entraves regulatórios na fase final da negociação, e, internamente, há confiança de que a situação será ajustada para que a operação transcorra sem maiores obstáculos.

Passos após o acerto
Após o acerto entre as partes, o Vasco deverá cumprir os ritos internos obrigatórios. O processo inclui a análise do Conselho Deliberativo e, posteriormente, a votação em assembleia geral de sócios estatutários — etapa decisiva para validar a operação. Hoje, a estrutura acionária da SAF é dividida entre 30% do clube associativo, 31% ligados à A-CAP e 39% sob controle do próprio Vasco por decisão judicial, ainda em disputa arbitral.
➡️ Tudo sobre o Gigante agora no WhatsApp. Siga o nosso canal Lance!
Decisão nos EUA facilita o processo
O cenário recente favoreceu o avanço das tratativas. A Justiça dos Estados Unidos reverteu o bloqueio de ativos da A-CAP — credora que assumiu as ações da 777 — em um processo movido pela Leadenhall — fundo de investimento inglês que moveu uma ação judicial por fraude contra a 777 Partners —, que cobra mais de 600 milhões de dólares em dívidas. Com a suspensão da liminar, a A-CAP recuperou autonomia para negociar sua participação. A empresa não possui autorização jurídica para gerir o futebol vascaíno, o que reforça a necessidade de transação para um novo controlador.
Vasco acredita no sucesso das negociações
Durante o sorteio da quinta fase da Copa do Brasil, no fim de março, o presidente Pedrinho comentou o estágio das negociações e reforçou a cautela adotada pelo clube.
- A gente está em uma etapa muito importante. Não posso dar data, não posso dar nome, mas está em um caminho interessante, e eu preciso de toda a cautela para estruturar o contrato. Vocês têm um exemplo claro do que foi com o antigo sócio. Até por isso, teve uma busca por um investidor sério, de credibilidade, de conhecimento de todos, para que o Vasco se torne um clube estruturado pelo resto da sua vida - afirmou.

A tendência é que Vasco e Lamacchia fecham o acordo após os ajustes com relação ao fair-play financeiro e depois passem pelos ritos internos, que não devem travar a conclusão do contrato.
Para acompanhar as notícias do Vasco, acompanhe o Lance! Todas as informações e acontecimentos atualizados em tempo real.
Tudo sobre
- Matéria
- Mais Notícias


















