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O preço da escolha: Vasco aposta no Brasileirão e deixa a Sul-Americana em risco

Com time alternativo, Cruz-Maltino perdeu a oportunidade de se garantir

Pedro Cobalea
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 21/05/2026
06:00
Nuno Moreira na partida entre Vasco e Olimpia (Foto: JOSE BOGADO / AFP)
imagem cameraNuno Moreira na partida entre Vasco e Olimpia (Foto: JOSE BOGADO / AFP)

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O Vasco entrou em campo no Paraguai carregando uma ideia. E saiu dele carregando a conta dessa escolha. Desde o início da temporada, Renato Gaúcho deixou claro qual seria a prioridade do clube em 2026: o Campeonato Brasileiro. Não por ambição pequena, mas por planejamento. Para um clube que ainda tenta se reconstruir, o rebaixamento seria mais do que um tropeço esportivo. E existe apenas uma competição capaz de transformar o ano em pesadelo: o Brasileirão.

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Por isso, a Sul-Americana passou a ser tratada quase como um torneio de administração de danos. Principalmente fora de casa. Mais uma vez, o Vasco viajou com uma equipe alternativa, recheada de jovens da base e jogadores que orbitam entre banco e rotação. Não era apenas uma questão técnica. Era física. Renato e sua comissão entendem que viagens longas, desgaste e dias sem treinamento custam caro demais para um elenco curto.

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Contra o Olimpia, porém, havia algo maior em jogo. Bastava vencer para garantir a classificação e encaminhar a liderança do grupo. Mesmo assim, a estratégia foi mantida até o fim. O time inicial dizia muito sobre a decisão. Léo Jardim, Cuesta, Hugo Moura e David eram praticamente os únicos nomes mais próximos da espinha dorsal titular. Ao redor deles, reservas habituais e garotos em transição: João Victor Fonseca, Ramon Rique e Avellar. Um time improvisado não apenas em nomes, mas em convivência. Uma equipe que pouco joga junta.

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O Vasco até conseguiu competir dentro da proposta imaginada. Entregou a bola ao Olimpia, baixou linhas e tentou atacar os espaços deixados pelo adversário. Bruno Lazaroni, auxiliar que comandou o time, explicou depois da partida que a intenção era justamente atrair o time paraguaio para criar campo nas transições rápidas.

E funcionou. Pelo menos parcialmente. O Vasco encontrou espaços. Escapou em velocidade. Criou situações. Mas faltou justamente o mais difícil no futebol: decidir bem. O último passe saiu errado, a escolha foi precipitada, a finalização demorou. O time parecia sempre chegar perto de algo sem realmente alcançar.

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Ainda assim, saiu na frente na reta final do primeiro tempo. Nuno Moreira cobrou escanteio com precisão e Cuesta apareceu para testar firme. Se o placar era favorável no intervalo, muito se deveu a Léo Jardim, novamente obrigado a trabalhar em excesso. O goleiro evitou que a superioridade paraguaia se transformasse rapidamente em desvantagem.

Na volta do intervalo, nada mudou. O Vasco continuou esperando. Continuou apostando nos contra-ataques, encontrando espaços e desperdiçando.

No futebol, insistir no erro costuma ter prazo de validade, e desta vez não foi diferente. O empate veio em uma bola aérea — um tipo de jogada que tem sido o calcanhar de Aquiles do Cruz-Maltino em 2026. Mais um gol sofrido pelo alto, mais uma vez com dificuldades de imposição defensiva.

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Renato Gáucho na partida entre Internacional e Vasco (Foto: Matheus Lima/Vasco)
Renato Gáucho na partida entre Internacional e Vasco (Foto: Matheus Lima/Vasco)

Depois veio o lance que desmontou qualquer esperança vascaína. O jovem João Victor, na vontade de ajudar, chegou atrasado, errou o bote e foi expulso. Com um a menos, o Vasco virou sobrevivência pura.

O Olimpia empurrou. Cercou. Pressionou. E encontrou a virada em uma falta que gerou revolta entre jogadores e comissão técnica cruz-maltina. Naquele momento, o Vasco já não tinha mais pernas, nem peças, nem repertório para reagir. Ainda houve tempo para a lei do ex de Seba Ferreira fechar a noite amarga no Paraguai.

Renato sabia do risco quando escolheu priorizar o Brasileiro. Sabia que poupar na Sul-Americana poderia custar caro. Agora, o Vasco chega à última rodada sem depender apenas de si para confirmar a liderança do grupo. E isso pesa ainda mais porque terminar em segundo significa disputar o playoff — dois jogos extras em um calendário que justamente motivou toda essa estratégia conservadora.

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A ironia é inevitável: ao tentar proteger o elenco do desgaste, o Vasco pode acabar criando ainda mais desgaste lá na frente.

Até a pausa para a Data Fifa, o Cruz-Maltino terá três jogos consecutivos em São Januário. Sem viagens e com um longo período de descanso depois, cresce a expectativa para que Renato utilize sua equipe considerada ideal nessas partidas.

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