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Renato Gaúcho reconhece erros do Vasco em derrota para o Botafogo: 'Tem que ter atenção'

Gigante da Colina perdeu de virada para o Botafogo por 2 a 1

Pedro Cobalea
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 04/04/2026
23:55
Atualizado há 1 minutos
Renato Gaúcho durante a coletiva do Vasco (Foto: Pedro Cobalea/Lance!)
imagem cameraRenato Gaúcho durante a coletiva do Vasco (Foto: Pedro Cobalea/Lance!)

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Após a derrota do Vasco para o Botafogo na noite deste sábado (4), em São Januário, o clima foi de frustração no lado cruz-maltino. Mesmo após sair na frente no placar, a equipe voltou a apresentar falhas decisivas ao longo da partida e acabou sendo superada pelo rival.

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Na coletiva, o treinador vascaíno destacou que os erros cometidos não são novidade e vêm sendo trabalhados internamente, mas voltaram a aparecer em momentos cruciais. Segundo ele, a falta de atenção ao longo dos 90 minutos tem sido determinante para os resultados negativos, apesar da evolução em outros aspectos do jogo.

— No futebol tem que ter atenção durante os 90 minutos. Não tem jeito, você tem que estar ligado o tempo todo, não importa quem é o adversário. Eu falei pra eles que nós deixamos escapar no mínimo um ponto hoje. Deixamos dois contra o Coritiba por falta de atenção. Então, eu tenho conversado bastante com eles, tenho trocado ideias, tenho mostrado pra eles os erros que não podem ser cometidos dentro do campo, porque a conta chega. Então, não é só falar da transição ofensiva, transição defensiva. Isso é falta de tempo mesmo, até porque hoje não tem tempo pra treinar muito. E até porque hoje a gente tem mudado o time de uma partida pra outra, mas eles sabem exatamente o que deve ser feito no campo. Então, tem que ter um pouco mais de atenção pra que a gente possa evitar certos problemas. E, consequentemente, com isso a gente sempre vai ter um resultado melhor.

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Renato Gaúcho durante a coletiva do Vasco (Foto: Pedro Cobalea/Lance!)
Renato Gaúcho durante a coletiva do Vasco (Foto: Pedro Cobalea/Lance!)

Confira outros tópicos da coletiva de Renato Gaúcho após a derrota do Vasco

Arbitragem

— Não costumo falar de arbitragem. Até porque se tem um treinador que defende arbitragem no Brasil sou eu. No fim do jogo, eu fui falar com o árbitro e falei que, na falta que resultou no gol do Botafogo, ele inverteu a falta. Ele falou: "você vai ver lá no vídeo que o seu jogador fez a falta", no caso o Barros. Fui ver agora e não, foi o jogador do Botafogo que fez a falta, ele inverteu a falta. Na falta, saiu o gol. Não estou aqui dando a desculpa porque foi mais uma vez um erro nosso coletivo. Faltou atenção. Mas ele inverteu a falta. Não estou dando desculpa pela derrota, mas não teria sido gol pelo menos naquele lance.

Planejamento para os próximos jogos

— Quanto à Sul-Americana: nós já temos um grupo reduzido, temos jogador no departamento médico e estamos jogando a cada três dias. Hoje, eu mudei praticamente 50% do time justamente para dar mais gás, mais fôlego pelo desgaste que o time vem tendo. Amanhã, vamos treinar de manhã cedo; à noite, tem a viagem para a Argentina. Uma pedreira. Não tem como levar todo mundo para a Argentina, voltar e atravessar o Brasil todo para ir para Belém. Jogadores são humanos, não são de ferro. Você vê que a maioria dos clubes, a cada rodada, só no Brasileiro, eles mudam o time, justamente pelo desgaste. Então, se deixar o mesmo time, não vai conseguir correr e você vai pedir jogadores por lesão. A gente não está deixando a Sul-Americana de lado, muito pelo contrário. A prioridade é o Brasileiro. Mas não adianta querer insistir, colocar jogadores, com elenco reduzido, e perder mais jogadores para o departamento médico. A conta chega. Então, pode ter certeza que a decisão que a gente tomou é a melhor possível.

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Léo Jardim

— Depois do jogo, falei com o grupo todo. Sempre no dia seguinte ou dois dias depois, se tiver que falar com um jogador individualmente, eu chamo na minha sala, converso, troco ideias e mostro onde tem as falhas. Mas quando perde, perde todo mundo. Quando ganha também. Hoje, sinceramente, não vejo falha do Léo. O cara deu um chute na gaveta. O outro foi um cruzamento, e a bola, infelizmente, o encobriu. Quando falo que a gente falhou é algo coletivo. Não importa se o jogador falhou ou não no lance. Ele é um grande goleiro, sem dúvida alguma, passa muita confiança para todos nós. No futebol, quando não ganha, sempre alguém aparece para ser o culpado, ou dois ou três culpados. A gente tem que entender. O torcedor quer sempre ganhar. Quando cheguei aqui, estávamos em último lugar. A gente tem que desgarrar do grupo lá de baixo e ir lá para cima. Mas não é da noite para o dia. O Vasco não tem um time imbatível. A gente trabalha para fazer os melhores resultados. Até antes do jogo de hoje, ninguém iria acreditar que o Vasco faria 11 pontos de 15. Hoje, são 11 de 18. É só ver o aproveitamento. Mas também estamos pagando a conta também dos quatro primeiros jogos. Um ponto em quatro jogos vai fazer falta no campeonato. E, mesmo assim, a gente recuperou. Tenho que dar os parabéns para o grupo. A gente precisa melhorar? Sempre precisa. Após as vitórias também. Tem coisa para corrigir. Mas a cada três dias (ter um jogo), não tem como. Mas o grupo está bem, está reagindo. Não vamos ganhar todas. Mas os adversários também precisam da vitória. O que precisamos corrigir ainda mais é a falta de atenção. Todas as vezes que a gente se desliga, nós tomamos gol.

Marino Hinestroza

— O que eu mais falo, até por eu ter sido atacante, é pra eles terem tranquilidade para tomar a melhor decisão. O desespero próximo da área é sempre do adversário. Temos quatro colombianos no grupo, eu procuro sempre corrigir eles. E eles tem muitos erros. É o meu trabalho, mas é falta de tempo. Não é da noite para o dia que eu vou corrigir os caras 100%. E tem o problema de adaptação. Quando eu estava no Grêmio e me ofereciam jogadores colombianos e equatorianos, eu gosto deles, eu só dava o aval pra trazerem quando estavam adaptados ao futebol brasileiro. O jogador colombiano e equatoriano precisa de muito tempo para se adaptar ao futebol brasileiro. O futebol brasileiro, com o colombiano, tem uma diferença muito grande, principalmente taticamente. E isso leva tempo. E é difícil jogar a cada três dias e corrigir tudo dos jogadores. Você vê que muitas vezes eles tomam a decisão errada porque eles jogam dessa forma na Colômbia, ou no Equador. Eu procuro corrigi-los, mas é adaptação, não é da noite pro dia. Enquanto isso, pode ter certeza que eles vão cometer esse tipo de erro, por mais que a gente corrija eles.

Não usar todas as subsituições

— As substituições eu faço quando necessário. Você viu quem eu tinha no banco hoje? As características dos jogadores. Eu coloquei o Marino, eu não posso colocar dois jogadores na mesma posição. É um ou outro. Tinha um atacante só de área. Nosso grupo está um pouco reduzido. Eu gosto de fazer cinco substituições. Não fiz nenhuma substituição no intervalo do jogo porque não achei necessário, porque eu achei que iríamos melhorar. O jogo estava controlado, e melhoramos. Fizemos o gol, que é o mais difícil no futebol. Aí é o que eu falo, o que não pode é faltar atenção pra tomar aqueles dois gols. Eu costumo contar uma historinha pra eles sempre… vocês são pais, vocês tem filhos, na hora de atravessar a rua ninguém dá as costas pro filho, tem que ter atenção, porque se der as costas pro filho, alguma coisa vai acontecer, eu falo que no campo é a mesma coisa. E aconteceu. O nosso trabalho, apesar do pouco tempo, a gente alerta. Ninguém está tirando a responsabilidade. Eu estou com o grupo, sempre. Mas, é o que eu falo, a gente precisa ter atenção durante 90 minutos pra pararmos de tomar os gols que estamos tomando.

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✅ FICHA TÉCNICA
VASCO X BOTAFOGO
BRASILEIRÃO - 10ª RODADA

📆 Data e horário: sábado, 4 de abril de 2026, às 21h (de Brasília)
📍 Local: São Januário
📺 Onde assistir: Sportv e Premiere
🟨 Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
🚩 Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Luiz Cláudio Regazone (RJ)
🖥️ VAR: Rodrigo D´Alonso Ferreira (SC)
Gols: David (VAS), Villalba (BOT) e Matheus Martins (BOT)
Cartões amarelos: Saldivia (VAS), Junior Santos (BOT), Puma (VAS) e Ferraresi (BOT)
Cartões vermelhos:

Escalação do Vasco

Léo Jardim; Puma, Saldivia, Robert Renan e Cuiabano; Barros, Thiago Mendes e Tchê Tchê (Marino); Rojas (Nuno Moreira), Andrés Gómez e David (Spinelli).

Escalação do Botafogo

Raul, Vitinho, Ferraresi, Alexander Barboza e Alex Telles (Caio Roque); Allan (Newton), Edenílson (Montoro) e Danilo; Matheus Martins, Júnior Santos (Villalba) e Arthur Cabral (Kadir).

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