Renato Gaúcho destaca o papel dos jogadores e da torcida na virada do Vasco: 'Emocionante'
Treinador também projetou o próximo confronto contra o Grêmio

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Após a vitória de virada do Vasco sobre o Fluminense nesta quarta-feira (18), o treinador do Gigante da Colina, Renato Gaúcho, fez uma análise sobre o clássico, destacou que o gol sofrido logo no primeiro minuto dificultou o desempenho da equipe na primeira etapa.
- Primeiro tempo a gente não foi muito bem porque, infelizmente, também tomamos um gol com um minuto, menos de um minuto. Eu sempre falo para eles que, quando o árbitro apita, a coisa vai acontecer, a favor e contra. Infelizmente, nós tomamos um gol com menos de um minuto e isso prejudicou um pouco a nossa equipe, alguns jogadores sentiram, e é uma coisa normal no futebol, e o Fluminense aproveitou. O Fluminense ficou com moral, estava 1 a 0, começou a ganhar espaço, nosso time ficou muito espaçado e o Fluminense criou algumas situações de gol.
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O treinador Cruz-Maltino também destacou a virada de chave da equipe para a segunda etapa, principalmente pela qualidade do rival.
- Conversamos no intervalo, mudei a equipe taticamente, voltamos… não que faltou espírito no primeiro tempo, mas o nosso time ficou mais junto, ficou com mais confiança para jogar, começou a criar. E é difícil, é difícil virar um jogo desses porque a gente não está enfrentando qualquer equipe, não. O Fluminense, com certeza, vai brigar lá na parte de cima da tabela, vai brigar pelo título, como é o Palmeiras, o próprio Cruzeiro, que daqui a pouco vai embora. Então, foi bastante emocionante justamente por isso.

Além disso, Renato também destacou o papel do torcedor que veio ao Maracanã na noite desta quarta-feira.
- Dar os parabéns novamente para o nosso torcedor. O nosso torcedor veio, compareceu, incentivou, gritou, e o que a gente poderia fazer por eles era dar essa vitória. Sabíamos que ia ser difícil, como foi. É um clássico, não é fácil você virar da maneira que aconteceu.
Sobre a mudança tática do Vasco para no segundo tempo, Renato Gaúcho foi perguntado se a alteração foi por uma falta de primeiro volante. O treinador negou e afirmou que foi por causa do placar negativo que estava.
— Não foi por falta de outro volante. Foi porque estávamos perdendo o jogo. Coloquei a equipe um pouco mais para frente. Deu certo, começamos a criar, fizemos os três gols. A equipe entrou com um espírito ainda maior, como aconteceu no segundo tempo contra o Palmeiras, o Cruzeiro.
Após o primeiro gol do Fluminense, o volante Hugo Moura sofreu com vaias da torcida do Vasco. Na coletiva, Renato comparou a situação do meia com outro jogador, Lucas Piton, que também sofreu com protestos contra o Palmeiras.
— Hugo foi parecido com a situação do Piton. No momento que voltasse para o segundo tempo poderia ser vaiado e de repente prejudicar os companheiros. Da mesma forma que poupei o Piton diante do Palmeiras, aconteceu com ele. Mas preciso deles todos.
Outros tópicos da entrevista de Renato Gaúcho
Paulo Henrique
— Um dos primeiros que eu falei quando cheguei foi o PH. Eu falei: "cadê aquele jogador que chegou à seleção brasileira? Você desaprendeu? Você não desaprendeu, estou te dando confiança. Quero que você jogue, nos ajude. Você não chegou à toa na seleção. O ano passado você fez um ano maravilhoso, então, você não esqueceu como jogar. Mas eu tenho quatro bons laterais. Tenho PH e Puma na direita, e Cuiabano e Piton na esquerda. Eu preciso deles todos, nem sempre vão conseguir jogar todos os jogos. Daqui a pouco, eu faço a dobra, como fiz lá contra o Cruzeiro. Eles têm que estar bem. Tem espaço para todo mundo. Quem não começa pode jogar. O meu elenco é até reduzido, e eu preciso de todos. Sempre falo para eles: "fiquem ligados porque, a qualquer momento, vocês podem jogar. O importante é estarem preparados". Mas todos que têm entrado estão dando conta do recado.
Valor da vitória no clássico
— Não queremos ficar sofrendo, queremos sempre sair na frente e não sofrer tanto. Nem sempre vamos conseguir virar os jogos. Foram três adversários, fizemos sete pontos. Agora tem o Grêmio. Os quatro jogos que estou à frente do Vasco são dificílimos. Mesmo assim estamos caminhando bem.
Reencontro com o Fluminense
— Não queremos ficar sofrendo, queremos sempre sair na frente e não sofrer tanto. Nem sempre vamos conseguir virar os jogos. Foram três adversários, fizemos sete pontos. Agora tem o Grêmio. Os quatro jogos que estou à frente do Vasco são dificílimos. Mesmo assim estamos caminhando bem.
Importância da torcida
— Depois do jogo, eu falei para eles que essa toda torcida que esteve no Maracanã, bem maior do que a do Fluminense, é graças a eles, pelo que fizeram nesses dois jogos. Disse que, domingo, não vai ter lugar para mosquito em São Januário, a torcida vai estar lá para apoiá-los. O torcedor está empolgado graças a eles. É continuar nesta entrega dentro do campo. Depois, vai ter a Data Fifa, que vai ser importante para treinar umas coisas a mais. Mas até domingo é recuperar os jogadores, será mais uma partida difícil. Eu não preciso nem convocar, mas já convocando nosso torcedor a aparecer em São Januário, que, dentro de campo, o torcedor pode ficar tranquilo que vai ver a entrega, como tem visto no time. E acreditar o tempo todo. Mesmo quando as coisas não dão certo, como deu hoje, o torcedor está lá incentivando. O que o torcedor quer, a gente quer também: a vitória. Eles ficam impaciente quando o resultado não está acontecendo, mas eles têm que a acostumar a incentivar, independentemente o que está acontecendo dentro do campo. Ali, é problema meu, vou cobrar o time. Depois do jogo, se tiver que vaiar, tem todo o direito, pagou ingresso. Mas durante a partida tem jogador que sente a pressão, a vaia. Aí, daqui a pouco, ele pode falhar e todo mundo perder. Mas, nesse ponto, não posso me queixar dentro do Vasco. Eles vêm incentivando, e o grupo dando a conta do recado. Só ver os três adversários que a gente enfrentou. Palmeiras, que deve estar liderando, vai brigar pelo título, com certeza; o próprio Cruzeiro, que não vai brigar lá embaixo, daqui a pouco vai embora também; e o Fluminense estava em terceiro. Temos muito problemas para resolver, mas ganhamos sete pontos de nove. E, só Deus sabe como não conseguimos os três pontos contra o Cruzeiro.
Jogo contra o Grêmio
— Sempre importante somar pontos no Brasileiro, principalmente na situação que a gente vinha. Mais uma partida difícil, conheço bem o grupo do Grêmio. Me sinto lisonjeado por ser um dos grandes ídolos da história do clube. Fiz história como jogador e treinador. Estou do outro lado hoje. Sou um profissional, todo mundo sabe o carinho que tenho pelo Grêmio. Tenho certeza que o torcedor entende. Mas hoje sou profissional, estou no Vasco, sou pago pelo Vasco e no domingo vamos querer ganhar para subir na tabela.
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