Ramon Menezes; Antonio Lopes

Ramon Menezes e Antônio Lopes terão novo destaque na Colina (Fotos: Carlos Gregório/Vasco.com.br; Reprodução)

Felippe Rocha
31/03/2020
07:30
Rio de Janeiro (RJ)

O Vasco optou por uma dupla multicampeã no clube mais de 20 anos atrás para dar sequência ao comando técnico do time profissional. Com Ramon de meia e Antônio Lopes de treinador, o Cruz-Maltino viveu, no final dos anos 2000, um de seus períodos mais vitoriosos. Agora, Ramon, com o sobrenome Menezes, será o técnico e Lopes o coordenador. Mas o que eles acrescentam, na prática, ao time de São Januário?

Antes auxiliar-técnico, o novo comandante, de 47 anos, voltou ao clube no final de 2018, para fazer parte da comissão técnica. Mas já tinha experiências à beira do gramado: no Joinville, foram quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas em 2016; no Tombense, oito vitórias, sete empates e 11 vitórias nos 26 jogos disputados em 2018. Teve passagens breves também no Guarani (MG), Anápolis (GO) e Assev (GO).

Os cenários, entretanto, são diferentes. Naturalmente, um gigante como o Vasco é o maior desafio na carreira de Ramon. A favor dele o fato de já conhecer o elenco atual, os problemas financeiros da instituição, as urgências técnicas e táticas e os caminhos do clube. Será novidade, mas nem tanto.

Até aqui, a responsabilidade do novo treinador era no auxílio às atividades diárias. Muitas vezes era quem, na prática, ditava treinos - mais com Vanderlei Luxemburgo do que com Abel Braga, por exemplo - e orientava trabalhos técnicos individuais, como de cobranças de falta (especialidade na época de jogador) após os trabalhos coletivos.

Nos dias de jogos, o auxiliar permanente tinha, de um camarote, a visão de cima das partidas, repassando informações ao preparador mais próximo do treinador. Descia para o vestiário durante o intervalo, depois retornava ao posto privilegiado.

A função de coordenador-técnico não é nova para Antônio Lopes, hoje com 78 anos. Figura histórica como treinador do Cruz-Maltino, ele não tem mais afeição à área técnica, mas já participou de campanhas importantes no cargo que exercerá.

Acumula sucesso na Seleção Brasileira (campeão do mundo em 2002), Athletico-PR (terceiro colocado no Campeonato Brasileiro e vice-campeão da Copa do Brasil de 2013) e Botafogo (arrancada que teve título da Série B de 2015, quinto lugar no Brasileirão de 2016 e quartas de final na Copa Libertadores de 2017). Especialmente no Glorioso, era como um conselheiro para Ricardo Gomes e, posteriormente, para Jair Ventura.