Leila Pereira elogia negociação de enteado pela SAF do Vasco e nega participação
Presidente do Palmeiras negou envolvimento com as negociações

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A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, comentou sobre as tratativas entre o seu enteado, Marcos Lamacchia, e o Vasco da Gama. O clube carioca negocia a venda de 90% dos ativos de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) por valores superiores a 2 bilhões de reais. A dirigente negou qualquer envolvimento no processo, mas fez elogios ao familiar e aprovou o modelo de clube-empresa.
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Em entrevista ao podcast "POD_i", conduzido pela jornalista Andréia Sadi, Leila reforçou que Marcos Lamacchia possui uma trajetória profissional desvinculada dos negócios do pai e dela própria. A presidente palmeirense classificou o enteado como um executivo correto e com capacidade financeira para assumir o projeto.
— Eu não tenho nada com isso. O meu enteado tem a vida completamente independente do pai dele. Ele não trabalha conosco. É uma pessoa correta. Qualquer clube que tiver meu enteado como dono, será um grande negócio. Uma pessoa brasileira, com patrimônio no Brasil e com capacidade de erguer qualquer clube. Ele está em tratativas ainda, eu não me envolvo — declarou a mandatária.

Leila também aproveitou a oportunidade para defender o formato de SAF no futebol brasileiro. Na visão da dirigente, clubes associativos enfrentam dificuldades estruturais em razão da influência política constante e das preocupações eleitorais dos presidentes. Ela avalia que a presença de um dono traz maior estabilidade e continuidade aos projetos esportivos.
— Não vejo futuro nesses clubes associativos. Sou adepta ao clube-empresa. Acho que para ter continuidade o clube precisa ter um dono. Nesses clubes associativos o presidente se deixa levar muito levar pela política, está sempre preocupado para o voto — concluiu Leila.

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Disputa judicial com a antiga controladora
O avanço das conversas com Lamacchia esbarra em um imbróglio jurídico. A 777 Partners, antiga gestora do futebol vascaíno, acionou a Justiça de forma recente para impedir a transferência das ações. A empresa norte-americana argumenta que ainda detém 70% da SAF, com 39% desse montante já subscrito.
A diretoria do Vasco associativo assumiu o controle da operação no dia 15 de maio de 2024, após a suspensão dos efeitos do contrato com a companhia estrangeira. A 777 Partners apresentou recursos contra a decisão, mas não obteve sucesso nos tribunais até o momento atual.
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