Geovani, o eterno Pequeno Príncipe da Colina; relembre a carreira do ídolo do Vasco
Uma homagem do Lance! para o campeão mundial com a Seleção Brasileira sub-20

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Geovani, ídolo histórico do Vasco da Gama, faleceu nesta segunda-feira, de forma repentina, após passar mal de madrugada. Desde 2006, o eterno Pequeno Príncipe de São Januário lutava contra um tumor vertebral que resultou em uma polineuropatia, o deixando com sérias dificuldades de locomoção.
Relembre a carreira de Geovani, considerado um dos maiores meias da história do Vasco - clube que defendeu, entre idas e vindas, por 12 anos, entre 1983 e 1995.
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Geovani, o eterno Pequeno Príncipe da Colina
Habilidoso, inteligente e um dos jogadores mais técnicos que já passaram por São Januário, Geovani foi um armador à moda antiga: corria pouco e jogava sempre de cabeça erguida. Certamente, um dos maiores meias da história do Vasco - clube que defendeu, entre idas e vindas, por 12 anos, entre 1983 e 1995.
Em São Januário, Geovani conquistou cinco Campeonatos Estaduais (1982, 1987, 1988, 1992 e 1993), disputou 408 jogos e marcou 49 gols. Virou ídolo não só pelo tempo de casa e pelos troféus, mas pelos lances plásticos, os dribles e os lançamentos perfeitos. Seguiu crescendo e encantando a torcida, jogando ao lado de Romário e Roberto Dinamite.

O início
Natural da cidade de Vitória, no Espírito Santo, Geovani foi revelado pela Desportiva (ES), onde jogou como titular desde os 16 anos. Chegou ao Vasco ainda jovem, aos 18 anos, com status de promessa do futebol brasileiro após se destacar no Campeonato Capixaba.
Geovani x Zico
Logo na primeira temporada, em 1982, o meia ajudou o Cruz-Maltino a conquistar o Carioca daquele ano em cima do Flamengo histórico de Zico. Até hoje, a torcida se lembra de um histórico chapéu que Geovani deu em cima do ídolo rubro-negro.
Seleção Brasileira
As boas atuações o levaram a ser convocado para a Seleção Brasileira de juniores, em 1983. Conquistou o Mundial da categoria pela primeira vez na história do futebol brasileiro e, jogando ao lado de Bebeto, Jorginho e Dunga, foi eleito o melhor jogador da competição.

Foi um dos destaques da Seleção Brasileira na Olimpíada de Seul, em 1988. O time comandado pelo técnico Carlos Alberto Silva ficou com a medalha de prata depois de ser derrotado pela União Soviética, de virada, por 2 a 1, na final. Foi também campeão da Copa América de 1989, disputada no Brasil.

Carreira internacional
Geovani seguiu no país até a metade de 1989, quando foi jogar no Bologna, da Itália. Passou ainda pelo Karlsruher, da Alemanha, antes de retornar ao Vasco, em 1992, e novamente ser fundamental para a conquista de mais um bicampeonato estadual na Colina (1992/1993). Ele só não foi tricampeão carioca por que recebeu uma boa proposta do Tigres, do México, clube que defendeu durante uma temporada.
Retornou ao Vasco em 1995 e depois passou por equipes de menor expressão, como XV de Jaú (SP), ABC (RN) e times do Espírito Santo, como Rio Branco, Desportiva, Serra, e Vilavelhense antes de encerrar a carreira.
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