Campeões da Libertadores pelo Vasco abrem bastidor inédito de Eurico Miranda
Sorato, Mauro Galvão e Carlos Germano detalharam bastidores da conquista

O Rio Fut Summit recebeu três grandes ídolos do Vasco que marcaram seu nome na história da Libertadores: Sorato, Mauro Galvão e Carlos Germano. Durante a conversa com convidados, imprensa e torcedores, o trio abriu um bastidor inédito da conquista inédita de 1998, relembrando a relação com Eurico Miranda durante o ano do centenário.
Autor da frase "aqui no Vasco mando eu. Ditatorialmente!", ao que contam os relatos de Sorato, Mauro e Germano, Eurico respeitava, sim, outras autoridades.
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Questionados por Fábio Porchat, que conduzia a palestra, os campeões de 98 foram enfáticos ao responder que, ao contrário do que muitos pensam, Eurico Miranda (ex-presidente do Vasco) não "se metia" no vestiário da equipe.
Conforme relataram os ex-jogadores, mesmo diante de resultados negativos, o cartola respeitava a autoridade do técnico Antônio Lopes, e nunca interferia no trabalho do treinador.
Entretanto, Eurico era presença certa nos bastidores da competição. Com a palavra, Sorato brincou ao dizer que o presidente tinha "o regulamento em baixo do braço", enquanto Mauro completou, garantindo que "o Vasco nunca seria sacaneado com Eurico lá". Carlos Germano acompanhou os companheiros e disse: "ele estava sempre de olho em tudo, nada passava despercebido".
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Eurico Miranda, um presidente que entrou para hisória
Eurico Miranda foi dirigente central do Vasco desde os anos 1980, ocupando cargos de vice-presidente de futebol, presidente e figura dominante nos bastidores. Seu modo de se comunicar sempre foi direto, confrontador e, muitas vezes, provocativo. Em momentos de crise, especialmente nos anos 2000 e 2010, suas frases passaram a circular como símbolos de confiança — ou de arrogância, dependendo do ponto de vista.
Vasco conquista título da Libertadores no ano do centenário
O grupo era formado por Vasco, Grêmio, Chivas-MEX e América-MEX. Dos três primeiros jogos, todos como visitante, o Cruz-Maltino perdeu dois e empatou um. Já em casa, a equipe fez o fator São Januário prevalecer. Foram duas vitórias e um empate em três partidas. Com isso, garantiu a segunda colocação do Grupo 2 e se classificou para as oitavas de final.
O Vasco só enfrentou pedreira até na grande decisão. Logo de cara, nas oitavas de final, eliminou o Cruzeiro. Em seguida, voltou a enfrentar o Grêmio, o líder do grupo.
Nas semifinais, o Vasco encarou o River Plate, da Argentina, que era considerado o melhor time da América do Sul na época. Na primeira partida, Donizete garantiu a vitória cruz-maltina. A emoção ficou por conta do segundo confronto.
A partida da volta foi realizada no histórico Estádio Monumental de Núñez. O River Plate saiu na frente com um velho conhecido do futebol brasileiro: Juan Pablo Sorín. No apagar das luzes, Juninho Pernambucano fez a imensa torcida bem feliz com um golaço de falta. O famoso "gol monumental".
Na final, o Vasco encarou o Barcelona de Guayaquil, do Equador. Vitória em ambos os jogos e a conquista da Glória Eterna.


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