Luiza Sá
07/07/2019
19:25
Rio de Janeiro (RJ)

Depois de ganhar de 5 a 0 na fase de grupos, a Seleção Brasileira sofreu para vencer o Peru. O placar de 3 a 1, que deu o título da Copa América aos comandados de Tite, mostrou um time perigoso no ataque, mas não eficiente, um problema constante desse time. Além de uma defesa soberana no torneio que sofreu o primeiro gol da competição e teve trabalho para segurar os adversários. Se o pensamento inicial era de que poderia ser um duelo tranquilo, o Brasil não concretizou isso em campo.

Sem Neymar, a Seleção saiu com saldo mais positivo do que negativo. Com Gabriel Jesus e Everton saindo com dois dos melhores jogadores da competição, o retorno do camisa 10 será uma dor de cabeça para Tite. Daniel Alves, pela direita, também mostrou que encontrar uma reposição pensando na Copa do Mundo de 2022 dará trabalho.

Com três gols, VAR e muitas faltas, o primeiro tempo de partida foi agitado. Se os peruanos não desistiram do ataque, mesmo em desvantagem, os brasileiros souberam explorar as deficiências do adversário para levar mais perigo ao gol de Gallese. Especialmente pelo lado esquerdo, onde o Peru apresentou mais dificuldade com Trauco.

Com lançamentos de Daniel Alves ou Casemiro na maior parte do tempo, Gabriel Jesus aproveitou para utilizar o setor e se destacou. Primeiro, com a assistência para o gol de Everton, quando fez bela jogada. Depois, com boa aparição na área para deixar o Brasil na frente novamente. No segundo gol, inclusive, destaque para a roubada de bola de Firmino, essencial para a jogada, e o posicionamento de Arthur, que ficou devendo.

O gol da seleção peruana foi o primeiro sofrido pela Seleção Brasileira, que estava ha 494 minutos ilesa. Nesta partida, o sistema defensivo da Seleção pareceu mais frágil do que nos duelos anteriores, mas ainda assim foi um dos pontos altos. Muito pela postura adotada pelos peruanos, que foram para cima mesmo com um time inferior, e também pelos passes errados de forma excessiva. Em certo momento do segundo tempo, todos os jogadores brasileiros estavam atrás do meio de campo para segurar o ímpeto dos visitantes.

Com uma linha de cinco atrás, o técnico Tite optou por reforçar o setor defensivo para não ter problemas. Após sacar Firmino e Coutinho, que não foram tão efetivos na etapa complementar, o treinador apostou em Richarlison na frente após a expulsão de Gabriel Jesus. O atacante, inclusive, poderia ter complicado a vida da equipe com o cartão vermelho, mas viu o companheiro ex-Fluminense fechar a conta para os brasileiros já aos 44 minutos.

A volta da Seleção Brasileira ao Maracanã teve estádio lotado, um Tite agitado na área técnica e sofrimento além do necessário. A eficiência excessiva no primeiro jogo faltou para a decisão. E os lances impecáveis na defesa falharam apenas uma vez, quando Thiago Silva colocou a mão na bola na área. A Copa América do Brasil passou por uma evolução em cada um dos jogos e uma defesa que se encontrou. O lado direito, com Daniel Alves e Gabriel Jesus, foi essencial para a criação das jogadas. Apesar disso, alguns ajustes ainda são necessários para que haja mais regularidade.