Seleção Brasileira

Tite e a Seleção Brasileira buscam manter os 100% de aproveitamento (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Thiago Ferri
18/06/2019
08:00
Salvador (BA)

A estreia da Seleção na Copa América bateu o recorde de renda na história do futebol brasileiro (R$ 22 milhões), mas o clima no Morumbi não foi o ideal. A equipe saiu de campo aplaudida após fazer 3 a 0 na Bolívia, mas durante boa parte do tempo contou com um público frio e que até vaiou no intervalo. Nesta terça-feira, o Brasil recebe a Venezuela às 21h30, pela segunda rodada, esperando ter em Salvador (BA) a festa que faltou no primeiro jogo.

Já são mais de três anos desde o último jogo da Seleção masculina na Bahia. A última vez foi no dia 18 de novembro de 2015, quando venceu o Peru por 3 a 0 nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. No Mundial anterior, sediado no Brasil, a Arena Fonte Nova não recebeu a equipe verde e amarela.

Há uma preocupação com o estado do gramado em Salvador. Além de pesado por conta das chuvas, Colômbia e Argentina fizeram críticas após a estreia - até por isso, nem o Brasil nem a Venezuela fizeram o último treino no local.

Tite e os jogadores tentaram diminuir os problemas com o público no Morumbi. Ainda que a torcida baiana seja conhecidamente mais vibrante, o técnico afirmou que a Seleção está preparado para tudo.

- Como ser humano, a gente sempre cria expectativa diferente, a Bahia tem uma história bonita de apoio, mas às vezes fica brava porque não convocou Charles (para a Copa América de 1989), porque é humano. Rio Grande do Sul é assim, também. Tivemos um carinho maior no treinamento aberto do que no jogo. Temos que estar preparados - ressaltou.

Além do clima de festa na Bahia, o Brasil conta com o retrospecto a seu favor na Fonte Nova, já que nunca perdeu no estádio. Foram 13 partidas desde 1969, com oito vitórias e cinco empates. Desde que a arena foi inaugurada no local para a Copa das Confederações de 2013, foram duas vitórias.