Pia Sundhage

Pia Sundhage quer fazer Brasil ter um jogo mais coletivo que potencialize individualidades (Foto: Mauro Horita/CBF)

Alexandre Guariglia
30/08/2019
08:00
São Paulo (SP)

A estreia de Pia Sundhage no comando da Seleção Brasileira Feminina foi bastante promissora, visto que o desempenho dentro de campo acompanhou o resultado elástico, mesmo diante de um adversário considerado fraco. Além disso, o 5 a 0 foi conquistado sem dois dos mais importantes pilares da equipe: Marta e Cristiane, que de acordo com o ponto de vista da sueca, terão que buscar lugar entre as 11 iniciais.

Tanto Marta quanto Cristiane não participaram desse primeiro jogo com Pia por conta de lesão, mas o plano da nova comissão técnica parece ser montar um time sem que isso dependa da dupla ou de qualquer outra jogadora, o foco é buscar que as individualidades se encaixem no coletivo.

- Eu acho que esse time foi muito bem hoje, não temos o que falar sobre Marta, porque elas não está aqui e o time jogou bem. Mesmo que ela seja a melhor do mundo, ela precisa de um time inteiro para funcionar e agora a questão é onde ela vai jogar nessa equipe - afirmou a comandante.


O objetivo de Pia neste projeto com a Seleção Brasileira é aperfeiçoar e lapidar os talentos individuais, que muitas vezes não conseguem se destacar por conta de não ter uma equipe forte, para isso ela pretende acrescentar elementos no selecionado.

- Se eu julgasse o Brasil hoje, ele estaria entre os dez melhores do mundo, e sabemos a pequena diferença entre eles. Temos que usar a técnica para fazer um time vencedor, não só no um contra um. Eu quero acrescentar as jogadas pelas pontas e os cruzamentos para trás, não ficar só no passe enfiado, pelo meio - concluiu.