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Moacir, campeão da Copa de 1958 e ídolo do Flamengo, está em estado grave

Aos 89 anos, ex-jogador está internado em um hospital público no Equador

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Marcio Dolzan
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 25/02/2026
13:11
Atualizado há 1 hora
Moacyr em ação pelo Barcelona, em 1966
imagem cameraMoacir em ação pelo Barcelona, em 1966 (Foto: Siete Dias Deportivo/Arquivo)

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Campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1958 e ídolo do Flamengo nos anos 1950, o ex-meia e treinador Moacir Claudino Pinto está internado em estado grave em um hospital de Guayaquil, no Equador. Aos 89 anos, o reserva de Didi na conquista da primeira Copa do Mundo do Brasil apresentou quadro de pneumonia e luta contra complicações cardíacas.

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Segundo informações do diário equatoriano "El Universo", Moacir está internado no Hospital Geral Guasmo Sur, maior unidade pública de saúde do país.

Ao lado de Dino Sani, Mazzola e Pepe, Moacir é um dos quatro integrantes da Seleção de 1958 que ainda está vivo. Ele começou a carreira no Flamengo e foi um dos grandes ídolos do clube carioca na metade final da década de 1950. Moacir está listado na seção "Lendas Rubro-Negras" do museu do clube, com vídeo gravado em 2000.

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Após sair do clube carioca, em 1962, Moacir se transferiu para o River Plate. Atuou ainda no Peñarol e, posteriormente, foi jogar no Equador. Naquele país, teve rápida passagem pelo pequeno Everest e logo se transferiu para o Barcelona de Guayaquil, onde atuou por cinco temporadas e conquistou um título nacional. É considerado até hoje um dos melhores camisas 10 a vestir a camisa do Barcelona em toda a história.

— Moacir foi o primeiro campeão mundial que veio jogar no Equador e sua chegada, em 1964, foi emocionante. Foi como se hoje nos dissessem que os marcianos chegariam a Guayaquil ao meio-dia — conta ao Lance! o jornalista Ricardo Vasconcellos, do site equatoriano "Primicias", autor do livro oficial do centenário do Barcelona.

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— Ele foi, à época, o jogador de futebol mais renomado e cotado contratado no Equador: campeão mundial na Suécia, com passagens pelo Flamengo, River Plate e Peñarol. Hoje seria impossível para o Equador trazer um jogador do nível dele — acrescenta o jornalista.

Moacir escolheu o Equador para fixar moradia e seguiu carreira como técnico. E entrou para a história do país também dessa forma.

— Em 1986, a relevância de Moacir no Equador aumentou: ele treinou a seleção sub-16 no Sul-Americano de Lima e quase foi campeão. Ficou em segundo lugar, mas foi o suficiente para o Equador se classificar para a Copa do Mundo Sub-16 do Canadá em 1987. Essa foi a primeira Copa do Mundo da Fifa para a qual o futebol equatoriano se classificou em sua história, e Moacir era o técnico. Infelizmente, ele não quis ir ao Canadá porque tinha pavor de voar, sendo substituído por Eduardo Macias.

O jornalista equatoriano fez ainda um apelo para que o clube equatoriano e a federação de futebol do país ajudem o ex-jogador.

— Moacir é mais equatoriano do que muitos treinadores do Equador que, ao saírem, exigiram indenizações milionárias. É triste a indiferença da Federação Equatoriana de Futebol em relação a ele. A entidade e toda e todo o nosso futebol têm uma dívida com Moacir. O Barcelona lhe entregou uma medalha em 2025 pelas comemorações dos 100 anos do clube, mas agora Moacir precisa de ajuda efetiva, financeira — ressalta Vasconcellos.

Moacir, campeão mundial com a Seleção em 1958 e ídolo do Flamengo e do Barcelona de Guayaquil
Moacir, campeão mundial com a Seleção em 1958 e ídolo do Flamengo e do Barcelona de Guayaquil (Foto: Ricardo Vasconcellos/Arquivo Pessoal)
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