Drone sofre interferência e faz pouso forçado ao sobrevoar CT da Seleção
Granja Comary tem bloqueadores por privacidade e pouso de helicópteros

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TERESÓPOLIS (RJ) - A tentativa de um drone sobrevoar a Granja Comary, centro de treinamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), terminou com interferência no sinal do aparelho e um pouso forçado no ponto de partida na tarde desta terça-feira. O episódio aconteceu justamente horas depois de a reportagem do Lance! mostrar os novos protocolos de privacidade e segurança adotados pela Seleção Brasileira para a preparação visando a Copa do Mundo de 2026.
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Pela manhã, o Lance! percorreu áreas externas da Granja e identificou mudanças no entorno do CT. Portões e grades foram cobertos por panos pretos para impedir a visualização das atividades internas, medida pensada especialmente para dar mais privacidade aos trabalhos comandados pelo técnico Carlo Ancelotti. Além disso, placas espalhadas pelo local deixam claro que é proibido levantar voo com drones na região.
Mesmo com os avisos, um operador tentou realizar imagens aéreas da sede da CBF por volta das 15h30. O Lance! apurou que o piloto pretendia captar imagens panorâmicas da Granja Comary e do tradicional escudo da entidade, localizado em uma área mais elevada do complexo. O responsável pelo equipamento pediu para não ter o nome divulgado.
Durante o voo, no entanto, o drone sofreu interferência causada pelos bloqueadores de sinal instalados na região. Sem estabilidade, o aparelho perdeu comunicação e acionou automaticamente o sistema de retorno ao ponto de origem. O equipamento conseguiu pousar, mas acabou danificado após quebrar uma das hélices.
A situação, entretanto, é considerada comum na Granja Comary. O centro de treinamento possui três helipontos e opera sob rígidos protocolos de segurança aérea, principalmente em períodos de concentração da Seleção Brasileira. O uso de bloqueadores de sinal tem como objetivo preservar a privacidade dos treinamentos, garantir a segurança dos moradores da região e evitar riscos durante pousos e decolagens de aeronaves.
Nesta quarta-feira (27), inclusive, jogadores convocados pela Seleção chegarão ao CT em helicópteros, aumentando ainda mais a necessidade de controle do espaço aéreo na região serrana do Rio de Janeiro. Em áreas próximas de helipontos ou aeroportos, pilotos de drones registrados na ANAC normalmente precisam solicitar autorização específica para realizar voos. Sem essa liberação, os equipamentos podem sofrer perda de frequência, instabilidade no sistema e até queda de altitude.
Especialistas do setor explicam que existem diferentes formas de interferência em drones: bloqueios que derrubam o aparelho, sistemas que desligam completamente o equipamento ou mecanismos que obrigam o retorno automático ao ponto inicial. No caso registrado nesta terça-feira, o drone perdeu o sinal de operação e retornou para a área de decolagem antes de pousar de forma instável.
O episódio reforça o esquema montado pela CBF para blindar a preparação da Seleção Brasileira na Granja Comary, principalmente nos primeiros dias de trabalho sob comando de Ancelotti, período tratado internamente como estratégico para ajustes táticos e observações mais reservadas da comissão técnica.

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