De Neymar a Vini Jr: barbeiro da Seleção acumula histórias da base brasileira
Barbeiro da base da Seleção revela como nasceu o moicano do craque do Santos

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TERESÓPOLIS - No coração de Teresópolis, cidade que respira futebol por abrigar a histórica Granja Comary, um salão simples no Centro guarda lembranças valiosas de diferentes gerações da Seleção Brasileira. Fotos, camisas autografadas e histórias dividem espaço com tesouras, máquinas e espelhos no local onde trabalha Douglas da Silva, barbeiro que se tornou figura conhecida entre atletas das categorias de base da Amarelinha.
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Há anos, Douglas é convocado pela Confederação Brasileira de Futebol para cuidar do visual dos jogadores das seleções sub-15, sub-17 e sub-20. Ao longo da trajetória, ele cortou o cabelo de atletas de diferentes gerações das categorias de base em períodos de preparação da Seleção e convocações realizadas no Brasil. Além disso, ele já cuidou do cabelo de atletas do Chile, da Colômbia e da Bolívia. Mas foi em 2009 que a carreira dele ganhou um capítulo especial: o primeiro encontro com Neymar.
O Lance! visitou o salão do barbeiro e encontrou registros de atletas que hoje são estrelas do futebol mundial ou marcaram época vestindo a camisa da Seleção. Entre as lembranças espalhadas pelas paredes estão fotos com Vinícius Júnior, Philippe Coutinho, Paulinho, além dos técnicos Rogério Micale e Ney Franco.
Douglas relembra com carinho o início da trajetória ao lado de Neymar, ainda nos tempos de base do Santos e da Seleção Brasileira. Segundo ele, já existia um enorme comentário sobre o talento do jovem atacante.
— Essa história do Neymar foi que eu ouvia falar sobre ele. Foi uma matéria que saiu do Pelé falando que as pessoas precisavam ver um garoto da base do Santos. Eu falei isso pro Neymar, mas ele falava que o time tinha o Coutinho, o Casemiro. A história começou aí. Surgiu o moicano, ganhou uma dimensão imensa no mundo — contou.
O barbeiro também revelou que participou diretamente da criação de um dos cortes mais marcantes da carreira do craque brasileiro. Mas será que foi mesmo?
— O primeiro moicano foi ideia do Neymar, com execução minha. Foi em 2009 — disse Douglas.
Entre uma lembrança e outra, ele aponta para camisas espalhadas pelo salão e tenta recordar detalhes de algumas gerações da base brasileira.
— Adryan, Cidinho… nem me recordo que Seleção foi a dessa camisa. Essa outra camisa foi autografada pelo Neymar durante a Copa das Confederações — afirmou, enquanto mostrava os itens guardados com orgulho.

Douglas conta que a relação com os jogadores sempre foi marcada pela simplicidade. Segundo ele, muitos dos atletas que hoje brilham no futebol europeu eram garotos tranquilos e humildes quando passaram pela cadeira do salão.
— Quando conheci o Neymar, e muitos falam dele, foi a primeira Seleção que eu peguei. Foi a sub-15 ou sub-16. Molecada gente boa, tanto o Casemiro quanto o Neymar. Eles eram simples demais. Eu falava que ele seria o cara e ele dizia que era o Coutinho — relembrou.
Morador de Teresópolis e apaixonado por futebol, Douglas admite que se emociona ao participar, mesmo que nos bastidores, da rotina da Seleção Brasileira.
— A gente veio do mundo do futebol. Eu gostava de futebol, não consegui virar jogador. Difícil falar que não se emociona. A gente que mora em Teresópolis tem a base da Seleção aqui, a história da Seleção aqui, e é claro que emociona — declarou.
Às vésperas de mais um ciclo de Copa do Mundo, o barbeiro demonstra confiança no futuro da equipe nacional.
— Como torcedor temos que acreditar. O potencial da convocação é grande. É uma boa Seleção, mas não tem como comparar com as anteriores. O povo tem que acreditar. Sou muito positivo quanto a isso — finalizou.
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