Brasil leva à Copa elenco mais experiente de sua história
15 remanescentes da Copa de 2022 estarão no Mundial-2026

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A Seleção Brasileira que desembarca nos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026 carrega um traço raro: a continuidade. O elenco montado para a tentativa do hexacampeonato é o mais experiente que o Brasil já levou para um Mundial, tanto em idade média quanto em bagagem acumulada em Copas.
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A média de idade da convocação chega a 29,6 anos, a maior entre todas as seleções brasileiras que disputaram uma Copa do Mundo. Em sua primeira experiência como técnico do Brasil, Carlo Ancelotti optou por dar espaço a jogadores acostumados a vestir a camisa da Seleção em um Mundial.
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A permanência de nomes conhecidos forma a espinha dorsal da equipe. Dos 26 convocados, 15 estiveram na Copa do Catar em 2022, o equivalente a 57,7% do grupo. Alisson Becker, Weverton, Danilo, Marquinhos, Casemiro, Alex Sandro, Lucas Paquetá, Raphinha, Bruno Guimarães, Vinícius Júnior, Gabriel Martinelli, Fabinho, Ederson, Bremer e Neymar atravessaram o ciclo e permaneceram como pilares da equipe.
Parte desse grupo carrega uma trajetória ainda mais longa na Seleção. Alisson, Ederson, Danilo, Marquinhos e Neymar estiveram também na Rússia, em 2018. Para Neymar, a Copa de 2026 representa o quarto Mundial da carreira. Aos 34 anos e 3 meses, o camisa 10 se aproxima de marcas históricas. Caso balance as redes no torneio, poderá se tornar o brasileiro mais velho a marcar um gol em Copas do Mundo, superando Bebeto, autor de um gol diante da Dinamarca em 1998.
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Weverton chega ao Mundial com 38 anos e 5 meses para disputar sua segunda Copa. A permanência de atletas mais velhos ajuda a desenhar um elenco construído menos pela ruptura e mais pela consolidação de um núcleo competitivo amadurecido ao longo de dois ciclos.
A renovação existe, embora aconteça em ritmo menor do que em outras gerações. Serão 11 estreantes em Copas do Mundo: Wesley, Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Léo Pereira, Ibañez, Danilo, Endrick, Igor Thiago, Luiz Henrique, Matheus Cunha e Rayan. Eles representam 42,3% do elenco. Destes, apenas Gabriel Magalhães e Matheus Cunha surgem como titulares da equipe.

A escolha de Ancelotti aproxima o atual grupo de momentos históricos da Seleção Brasileira. Em 1962, o Brasil manteve 14 campeões mundiais de 1958 no elenco que conquistou o bicampeonato no Chile. Gilmar, Djalma Santos, Mauro Ramos, Zito, Zózimo, Nilton Santos, Garrincha, Didi, Pelé, Pepe, Bellini, Vavá, Zagallo e Castillo permaneceram no grupo quatro anos depois do primeiro título conquistado na Suécia.
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A Seleção tetracampeã de 1994 também se apoiou na continuidade. Dez jogadores da Copa de 1990 seguiram no elenco que encerrou o jejum de 24 anos sem títulos mundiais. Taffarel, Jorginho, Ricardo Rocha, Branco, Bebeto, Dunga, Romário, Aldair, Mazinho e Müller atravessaram os dois ciclos. Na época, as listas ainda tinham apenas 22 jogadores, o que torna a manutenção proporcionalmente ainda mais significativa.
O caminho oposto também existe na memória recente da Seleção. Em 2006, o Brasil chegou à Alemanha apoiado em boa parte da geração campeã mundial quatro anos antes. Dida, Cafu, Lúcio, Roberto Carlos, Kaká, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Rogério Ceni, Gilberto Silva e Ricardinho permaneceram no grupo que acabou eliminado pela França nas quartas de final.
— Foi muito difícil escolher esses 26 jogadores porque a concorrência nesse país é muito alta. Quero agradecer a todos porque fizeram um trabalho e um esforço fantástico para estar nesta lista. É uma lista que pode desenvolver um futebol de qualidade, com um espírito coletivo extraordinário, atitude, concentração e disciplina — afirmou o treinador.
A trajetória em busca do hexacampeonato começará no Grupo C da Copa do Mundo FIFA de 2026. O Brasil estreia diante do Marrocos no dia 13 de junho, em Nova York/Nova Jersey. Depois, enfrenta o Haiti na Filadélfia, em 19 de junho, antes de encerrar a primeira fase contra a Escócia, em Miami, no dia 24.
— Não é a lista perfeita, estou certo disso, mas a equipe que vai ganhar a Copa do Mundo não será uma equipe perfeita; a equipe perfeita não existe. Queremos ser a equipe mais resiliente do mundo para tentar ganhar a Copa do Mundo. Eu não tenho medo de dizer que podemos ganhar a Copa do Mundo. Há uma expectativa muito alta, e isso te dá mais motivação, um aspecto importante para a preparação — completou Ancelotti.
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