Santos vê 'Plano Copa' funcionar e acredita em Neymar na lista de Ancelotti
Jogador vive a expectativa de disputar seu quarto Mundial

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Neste domingo (17), contra o Coritiba, na Neo Química Arena, o Santos faz mais do que um jogo. A partida, válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, marca o fim de um plano iniciado assim que Neymar aceitou voltar a vestir a camisa do Peixe, no ano passado. Internamente, o projeto nunca escondeu seu objetivo principal: colocar Neymar novamente em uma Copa do Mundo. Quinze meses depois do retorno anunciado pelo clube, a convocação para o Mundial de 2026 parece mais próxima do que em qualquer outro momento.
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A lista definitiva de Carlo Ancelotti será anunciada nesta segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. E o cenário mudou bastante em relação aos primeiros meses do ano.
Naquele momento, a discussão em torno de Neymar girava menos em torno do futebol e mais sobre sua condição física. O atacante vinha de um período traumático. Em outubro de 2023, na derrota do Brasil para o Uruguai pelas Eliminatórias, rompeu o ligamento cruzado anterior e o menisco do joelho esquerdo. Ficou mais de um ano afastado. Quando retornou, já no Al-Hilal, sofreu uma lesão muscular na coxa direita no segundo jogo após a volta. Pouco mais de dois anos após contratar o jogador, o clube saudita aceitou que ele fosse embora.
Santos recebeu um jogador ainda em reconstrução
Desde o primeiro dia, o clube entendeu que a recuperação de Neymar exigiria uma operação diferente. O CT Rei Pelé passou a funcionar em sintonia com profissionais particulares do atacante, enquanto a NR Sports participou diretamente de mudanças estruturais na Vila Belmiro e em áreas de suporte do futebol profissional. Houve adaptações na logística, integração constante entre médicos, fisioterapeutas e preparadores físicos, além de uma rotina de monitoramento praticamente diária.
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Recuperação, fortalecimento, controle de carga, fisioterapia, regeneração. O trabalho muitas vezes começava antes dos treinos e seguia depois deles. Em alguns dias, avançava madrugada adentro.
No Santos, a palavra mais repetida passou a ser controle. Controle de carga, de minutos, de intensidade, de desgaste. Neymar passou a alternar partidas e períodos de preservação física. Em algumas ocasiões, voltava ao CT logo após os jogos para iniciar o trabalho regenerativo. Em casa, seguia protocolos para recuperação muscular e sessões em câmara hiperbárica. O tratamento ainda incluiu aplicações de PRP, técnica regenerativa feita com o próprio sangue do atleta.
O cuidado se estendia para além do clube. O preparador físico Ricardo Rosa, integrante do staff de Neymar e ex-profissional da Seleção Brasileira, manteve contato frequente com Rodrigo Lasmar, médico da CBF. O atacante também passou a receber suporte da Red Bull, uma de suas patrocinadoras pessoais. Além de contar com a empresa de bebidas energéticas para se comunicar diretamente com o público, Neymar contou com o auxílio dos profissionais do Athlete Performance Center, centro de alta performance da Red Bull na Áustria, especializado em fisiologia, biomecânica e recuperação muscular.
O planejamento tinha um alvo claro: permitir que Neymar suportasse novamente uma sequência de jogos.
Os sinais começaram a aparecer nos últimos meses. O camisa 10 participou de oito dos últimos dez compromissos do Santos e chegará ao duelo contra o Coritiba completando sua segunda série de quatro partidas consecutivas desde que voltou ao futebol brasileiro. Dentro da Seleção, o dado passou a ser acompanhado com atenção.
O preparador físico da CBF, Cristiano Nunes, fez visitas frequentes ao Santos e recebeu relatórios detalhados sobre a evolução física do atacante. Carlo Ancelotti ainda não conseguiu vê-lo atuar presencialmente. O treinador esteve em partidas do Santos contra o Bahia e o Mirassol, mas Neymar não entrou em campo em nenhuma delas. Mesmo assim, o tom mudou.
Há poucos meses, a chance de convocação parecia distante. Hoje, a discussão dentro da Seleção já não gira em torno da condição física mínima para levá-lo à Copa, mas sobre qual impacto Neymar pode oferecer tecnicamente em um cenário de menor minutagem e possível saída do banco de reservas — algo raro em sua trajetória.
Membros do staff do Santos ouvidos pela reportagem acreditam que Neymar deve estar na Copa. O argumento é simples: com os dias de preparação com a Seleção e podendo atuar com grandes jogadores do futebol mundial, o futebol dele será potencializado e ele poderá render o que consegue.
O entorno do jogador trabalhou para diminuir também os ruídos extracampo. O episódio envolvendo Robinho Jr., após um desentendimento em treinamento, repercutiu mal internamente. A reação posterior de Neymar, pedindo desculpas e tentando encerrar rapidamente o caso, foi considerada positiva.

Enquanto isso, os números passaram a sustentar o discurso construído pelo Santos. Desde a Copa do Mundo de 2022, Neymar nunca atuou tanto quanto no clube paulista. Pelo Paris Saint-Germain, disputou nove jogos após o Mundial do Catar, com três gols e cinco assistências. No Al-Hilal, entrou em campo sete vezes, marcou um gol e deu duas assistências.
No Santos, o cenário mudou de escala. Em 2025, Neymar participou de 28 partidas, marcou 11 gols e deu quatro assistências. Em 2026, soma 14 jogos, seis gols e quatro assistências. O impacto coletivo também aparece de forma clara: com Neymar em campo, o Santos supera 54% de aproveitamento nas duas temporadas. Sem ele, o rendimento cai para perto de 30%.
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A influência ofensiva vai além dos gols. O time produz mais, cria mais chances e finaliza com maior eficiência quando o camisa 10 atua.
No ano passado, mesmo convivendo com dores e limitações físicas, ajudou o clube a evitar uma luta ainda mais dramática contra o rebaixamento. Nesta temporada, segue sendo a principal esperança ofensiva de uma equipe instável. Por isso, o jogo deste domingo carrega um peso diferente.
Mais do que uma partida de Brasileirão, ele encerra um ciclo iniciado quando ainda havia dúvidas sobre quanto tempo Neymar levaria para voltar a correr sem limitações, suportar uma sequência de jogos ou sequer voltar a ser opção real para a Seleção Brasileira.
Quinze meses depois, o Santos acredita ter conseguido chegar exatamente ao ponto que planejou desde o início.
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