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Santos precisa reajustar a rota para não levar sustos no Campeonato Brasileiro

Peixe não vence o Brasileirão desde 2004

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Juliana Yamaoka
São Paulo (SP)
Dia 27/01/2026
05:00
Atualizado há 52 minutos
Neymar acumula 260 jogos com a camisa do Santos. (Foto: Guilherme Dionizio/Código19/Gazeta Press)
imagem cameraNeymar acumula 260 jogos com a camisa do Santos. (Foto: Guilherme Dionizio/Código19/Gazeta Press)

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O Santos passou praticamente toda a última temporada flertando com o rebaixamento e deu indícios de que pouco aprendeu com a experiência inédita de queda.

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A combinação de baixo investimento, reforços de pouca expressão e a instabilidade no comando técnico com a troca de três treinadores ao longo da temporada comprometeu o rendimento da equipe. Ao todo, o clube realizou 20 contratações em 2025, muitas delas sem o impacto esperado dentro de campo.

Ainda assim, em meio ao cenário turbulento, a diretoria protagonizou uma manobra inesperada ao repatriar, após 12 anos atuando no exterior, um dos maiores ídolos da história recente do clube. É verdade que as quatro lesões sofridas por Neymar impediram uma sequência mais consistente de jogos, mas seu retorno trouxe efeitos que extrapolaram o aspecto esportivo, como o aumento significativo da visibilidade do Santos nas redes sociais e avanços estruturais, com melhorias no Centro de Treinamento e na Vila Belmiro.

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A palavra "reconstrução" tem sido recorrente no discurso de jogadores e dirigentes, e o ano promete ser intenso dentro e fora de campo. O Santos terá pela frente a disputa de quatro competições, além de um calendário político movimentado, com eleições marcadas para o fim do ano.

Temas que ficaram em segundo plano durante o período mais delicado vivido pelo clube voltam à pauta, como a elaboração de um novo estatuto, os projetos de um novo estádio e centro de treinamento, além das discussões sobre a implementação de uma SAF.

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Neymar se recupera de uma artroscopia no joelho esquerdo. (Foto: Guilherme Dionizio/Código19/Gazeta Press)
Neymar se recupera de uma artroscopia no joelho esquerdo. (Foto: Guilherme Dionizio/Código19/Gazeta Press)

Chegadas e saídas:

A principal movimentação do Santos no mercado foi a manutenção de Neymar até o fim do ano que vem, além da chegada de Gabriel Barbosa, por empréstimo junto ao Cruzeiro até o final da temporada.

Outro reforço foi Gabriel Menino, que desembarcou na Vila Belmiro também por empréstimo, cedido pelo Atlético-MG. O Alvinegro Praiano ainda garantiu, em definitivo, as permanências de Álvaro Barreal e Zé Ivaldo, peças consideradas importantes para a base do elenco.

Em contrapartida, o clube precisou lidar com baixas relevantes. O lateral-esquerdo Souza foi vendido ao Tottenham, da Inglaterra, por R$ 94 milhões. Victor Hugo, que estava emprestado pelo Flamengo, foi negociado com o próprio Atlético-MG, enquanto Guilherme, artilheiro do time na última temporada, acertou sua transferência para o Houston Dynamo, dos Estados Unidos.

O atacante Tiquinho Soares ainda não teve a saída formalizada pelo clube, mas não está nos planos de Vojvoda. Com o segundo maior salário do elenco, ele deve ser negociado junto ao Coritiba.

Entre as reposições internas, o Peixe contou com o retorno de Miguelito, jovem boliviano com pouca rodagem no time profissional, após o término do empréstimo ao América-MG.

Além disso, jogadores das categorias de base, que tiveram boa campanha na Copa São Paulo de Futebol Júnior, passaram a ganhar espaço no elenco principal. Vini Lira, titular na lateral esquerda em duas partidas, Mateus Xavier, Gustavinho, Pepê Firmino e Pedro Assis foram relacionados pelo técnico Juan Pablo Vojvoda, reforçando a aposta do clube nos Meninos da Vila.

Elenco do Santos

Goleiros:

77. Gabriel Brazão - 25 anos - 91 jogos
1. Diógenes - 25 anos - 4 jogos
79. João Pedro - 17 anos - 0 jogos

Zagueiros:

13. João Basso - 29 anos - 37 jogos
14. Luan Peres - 31 anos - 135 jogos
98. Adonis Frías - 27 anos - 18 jogos (ARG)
2. Zé Ivaldo - 28 anos - 42 jogos
4. Alexis Duarte - 25 anos - 5 jogos (PAR)

Laterais:

18. Igor Vinícius - 28 anos - 26 jogos
31. Escobar - 28 anos - 81 jogos (ARG)
12. Mayke - 33 anos - 14 jogos
3. Vini Lira - 18 anos - 6 jogos
44. JP Chermont - 20 anos - 52 jogos

Meio-campistas:

6. Zé Rafael - 32 anos - 33 jogos
15. Willian Arão - 33 anos - 18 jogos
10. Neymar - 33 anos - 260 jogos
5. João Schmidt - 32 anos - 100 jogos
49. Gabriel Bontempo - 21 anos - 40 jogos
32. Rollheiser - 25 anos - 48 jogos (ARG)
8. Tomás Rincón - 38 anos - 78 jogos (VEN)
20. Pepê Firmino - 18 anos - 0 jogos
30. Miguelito - 21 anos - 22 jogos (BOL)
48. Gustavo Henrique - 20 anos - 1 jogo
25. Gabriel Menino - 25 anos - 3 jogos

Atacantes:

9. Gabriel Barbosa - 29 anos - 214 jogos
22. Barreal - 25 anos - 43 jogos (ARG)
17. Gustavo Caballero - 24 anos - 13 jogos (PAR)
19. Lautaro Díaz - 27 anos - 20 jogos (ARG)
7. Robinho Jr. - 18 anos - 21 jogos
16. Thaciano - 30 anos - 39 jogos
21. Brahimi - 25 anos - 1 jogo (FRA)
47. Mateus Xavier - 18 anos - 3 jogos
37. Pedro Asssis - 18 anos - 0 jogos
45. Rafael Freitas - 20 anos - 0 jogos

Total de jogadores: 34
Média de idade: 25 anos e 5 meses
Estrangeiros: 10 (em negrito)

O que esperar?

Com a manutenção da comissão técnica, algo que não ocorria há três anos, o planejamento para a temporada ganhou em continuidade, mesmo diante da ausência de reforços mais expressivos.

Em 2026, o torcedor santista terá uma agenda cheia: além do Campeonato Paulista, o Peixe disputará a Copa do Brasil, o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana, marcando o retorno do clube a uma competição internacional após dois anos.

O início irregular, com apenas uma vitória em cinco partidas, porém, indica que ajustes serão inevitáveis. As mudanças passam não só pela postura da equipe em campo, mas também por uma atuação mais firme da diretoria, fundamental para reaproximar o clube de sua torcida.

Em um ano simbólico, no qual o Santos completa uma década sem conquistar um título de grande expressão, o momento escancara as consequências de planejamentos equivocados, instabilidades políticas e dificuldades financeiras. Ainda assim, a aposta na volta do maior ídolo pós-Pelé surge como a principal esperança para iniciar uma reformulação profunda e, enfim, recuperar o tempo perdido.

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