Alison

Alison terminou a temporada como titular no meio do Santos ao lado de Pituca e Sánchez (Foto: Ivan Storti/Santos)

Ana Canhedo e Alê Guariglia
29/12/2018
06:00
São Paulo (SP)

Em números de jogos, a temporada de Alison foi bastante proveitosa. O volante do Santos participou de 50 partidas e conseguiu se firmar como titular no meio-campo. Praticamente um terceiro homem da defesa, atuando como primeiro volante. O problema, porém, é o número excessivo de cartões amarelos levados ao longo de 2018. Praticamente um a cada dois jogos. 

Neste 50 jogos, foram 12 cartões amarelos levados no Campeonato Brasileiro, outros nove na disputa do Campeonato Paulista e mais três na Libertadores. Na Copa do Brasil, nenhum. Ao todo, foram 24 cartões amarelos. Um a mais e o jogador se consolidaria com a média de um cartão a cada dois jogos. No torneiro por pontos corridos, foram 27 rodadas disputadas pelo volante. 

Sem nenhuma lesão grave, o atleta perdeu por suspensão jogos contra Palmeiras (13ª rodada do Brasileirão) e Corinthians (29ª rodada do Brasileiro), por exemplo. O excesso de cartões amarelos deve ser uma das preocupações do argentino Jorge Sampaoli com o camisa 5 em 2019. O novo treinador do Santos fez uma triagem de todo o elenco usado pelos antigos comandantes na temporada e conheceu peça por peça do plantel.

Em relação a outros anos, quando teve problemas físicos e graves lesões, a temporada de Alison foi bastante proveitosa. Em 2017, o volante recebeu seis cartões amarelos em 29 jogos no ano pelo Santos. Antes, em 2016, foram dois cartões em apenas nove jogos. Em 2015, dois em oito. Vale lembrar que no ano passado o jogador disputou o Paulistão pelo Red Bull. 

Já em seu segundo ano como profissional, em 2014, foram 38 jogos e 13 cartões amarelos, um deles, inclusive, foi duplicado e virou vermelho. Já em 2013, oito cartões em 29 jogos e um vermelho direto. Com a aposentadoria de Renato e a provável saída de Yuri, neste momento o concorrente para a vaga de Alison é o jovem Guilherme Nunes, de 20 anos.