Ex-Fluminense, Digão assume gerência no Bangu e celebra boa campanha no Carioca
O Alvirrubro enfreta o Botafogo este sábad (7) pela final da Taça Rio 2026

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Revelado pelo Fluminense, o ex-zagueiro Digão vive uma nova fase no futebol. Aos 37 anos, ele atua como gerente de futebol do Bangu, que enfrenta o Botafogo neste sábado (7) pela final da Taça Rio 2026.
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Com passagens por clubes como Cruzeiro Esporte Clube, Al-Hilal (Arábia Saudita) e Al-Sharjah (Emirados Árabes), Digão encerrou a carreira como jogador em 2022, quando defendia o Buriram United, da Tailândia. Após a aposentadoria, passou a investir na formação fora de campo e contratado pelo clube da Zona Oeste do Rio de Janeiro em 2024.
Em entrevista exclusiva ao Lance!, Digão explicou que o principal desafio de trabalhar em um clube com menor investimento está relacionado ao calendário.
- A maior dificuldade nesse período antes do Campeonato Carioca foi não ter calendário nacional. Quando você tem um ano inteiro de competições, consegue oferecer contrato anual ao atleta e a probabilidade de aceitar é maior. Quando existe apenas o estadual, cria-se uma barreira para trazer alguns jogadores - afirmou.
O dirigente destacou, porém, que a perspectiva de competições nacionais pode facilitar o planejamento.
- Com a classificação do clube para a Copa do Brasil 2027 e para a Campeonato Brasileiro Série D de 2027, acredito que muitos atletas vão querer jogar no Bangu no próximo ano - disse.
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Digão também comentou a rápida reorganização do clube após o rebaixamento no Carioca de 2025 e o retorno à elite ainda na mesma temporada.
- A queda machucou muito pela grandeza do clube, mas serviu como exemplo para nos reorganizarmos e nos reestruturarmos. Caímos em março e voltamos à Série A em setembro, foi um período curto e desafiador - explicou.
Sobre a nova função, o ex-zagueiro afirmou que já se adaptou à rotina fora de campo.
- Já virei essa chave. Hoje penso com a cabeça de quem está fora. O fato de ter sido ex-atleta ajuda na comunicação com jogadores e comissão técnica. Os cursos da CBF e da FGV dão base, mas a prática do dia a dia faz diferença - disse.

Ele também revelou as referências que utiliza na carreira como dirigente.
- Tenho como inspiração quatro profissionais com quem trabalhei: Fabinho Soldado, Andréu Caetano, Paulo Gionni e Klaus Câmara. Se eu chegar a 50% do que esses profissionais representam, já vou estar muito satisfeito.
Para Digão, a conquista da Taça Rio teria peso importante para o clube e também em sua trajetória fora de campo.
- Seria importante fechar a temporada com um título, ainda mais contra um clube grande como o Botafogo. Quero ser vencedor nessa nova função. Conquistamos o acesso no ano passado e terminar a temporada com esse título seria muito especial.

O dirigente também destacou a complexidade do trabalho fora das quatro linhas.
- O atleta sofre muita pressão porque é quem entra em campo, mas a gestão também é complicada. O diretor precisa lidar com cinquenta ou sessenta pessoas e estar atento aos detalhes.
Por fim, Digão elogiou a estrutura administrativa do clube.
- Quero destacar o trabalho do Eduardo Allax e da doutora Luciana Lopes. O apoio deles tem sido fundamental para mim e para o Rafael Ferreira, nosso diretor de futebol. O trabalho também envolve as categorias de base, e acredito que nos próximos anos o Bangu vai colher bons resultados.
Bangu e Botafogo se enfrentam neste sábado (7), às 18h (de Brasília), em busca da conquista da Taça Rio. O Alvirrubro vai tentar surpreender o Glorioso e coroar a campanha na competição estadual com um título.
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