Bia Souza desvia pressão do ouro em Paris e mantém foco em LA 2028
A judoca vai participar de torneios nacionais e internacionais ao longo do ano

Bia Souza abriu o jogo sobre o desafio de ser a atual campeã olímpica: "Não vou carregar esse peso". De olho em 2028, a judoca brasileira detalha como pretende transformar a pressão em combustível para evoluir tecnicamente e manter o foco no topo do pódio no próximo ciclo.
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— Não dá para especificar como é uma Olimpíada; é um universo à parte, um mundo mágico. Nada é garantido em um Jogos Olímpicos, mas eu não entro com a mentalidade de ser "a mulher a ser batida". Não vou carregar esse peso comigo. Já é um evento grandioso demais para colocar ainda mais pressão em cima. Minha mentalidade é a de se entregar em dobro durante o processo. A cada competição e treinamento, o foco é redobrado e o estudo sobre cada adversária torna-se muito mais específico — afirmou Bia.
A judoca brasileira também comentou sobre uma de suas principais rivais, a francesa Romane Dicko. Atual líder do ranking mundial e medalhista de bronze em Paris, Dicko era a grande favorita jogando em casa, mas foi superada por Bia na semifinal olímpica.
Além da francesa Romane Dicko, Bia agora enfrenta uma legião de novas judocas que chegam para o novo ciclo olímpico. Por isso, os estudos sobre os diferentes estilos de luta e as estratégias das adversárias não param.
— Cada país tem seu estilo de luta. Tem adversária que chega em uma certa posição e não muda; outras chegam com a mão mais alta, focadas em dominar a minha manga, ou tentam um golpe específico em determinado momento. Por isso, a estratégia muda muito para cada combate. O que diferencia a vitória é sempre a atenção ao detalhe para cada oponente — afirmou a campeã olímpica.

De olho no Mundial
Como preparação para os Jogos Olímpicos de 2028, a judoca manterá uma agenda intensa de competições nacionais e internacionais. O grande foco na temporada é o Mundial de Judô, que será realizado em setembro de 2026, em Viena, na Áustria.
A brasileira segue em busca de sua primeira medalha de ouro na competição, título que ainda falta em sua galeria após "bater na trave" com a prata em 2022 e os bronzes conquistados em 2021 e 2023.
— É tudo uma construção, a cada competição que disputamos e a cada treinamento, tanto aqui no Brasil quanto lá fora. É algo que vamos mentalizando passo a passo — analisou Bia.
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