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Auxiliar de Abel explica Vitor Roque no banco e fala sobre 'novo esquema' no Palmeiras

João Martins detalhou situação do camisa 9 e projetou possibilidades sem a dupla de atacantes

Dia 22/03/2026
06:30
João Martins auxiliar técnico Palmeiras
imagem cameraJoão Martins participou da entrevista coletiva após o clássico. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

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Vitor Roque iniciou o clássico contra o São Paulo mais uma vez no banco de reservas, assim como foi diante do Botafogo no meio da semana. A opção do técnico Abel Ferreira por manter o camisa 9 do Palmeiras no banco abre a possibilidade de projetar novas formações ofensivas para a equipe, que venceu os dois jogos usando apenas um homem de referência na frente.

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O auxiliar técnico João Martins, que concedeu entrevista coletiva após a vitória no clássico, explicou a manutenção de Roque no banco de reservas e detalhou a situação física do atacante, que teve uma entorse, chegou a ficar fora de duas partidas do Brasileirão, voltou a ser relacionado nos dois últimos confrontos. O técnico ainda ressaltou que as variações táticas foram aplicadas ainda no Paulistão, como um teste.

-Não foi muscular, foi traumática [a lesão de Roque]. Foi um entorce, uma entrada muito forte no jogo de São Paulo, e afetou um pouquinho os ligamentos do tornozelo. Nos primeiros cinco jogos do Paulista, nós iniciámos também com o Mauricio e o Lopez, exatamente como usamos agora. Ou seja, nós usávamos os primeiros jogos de Paulista para fazer algumas experiências, sabendo que este campeonato iria nos exigir muito até a primeira parada de junho - disse Martins, que seguiu com as explicações.

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-Não é questão de inventar, experimentamos o que sabíamos que no futuro iria ser necessário. Então, tivemos de fazer alguns testes. Claro que as pessoas não precisam de saber isso. Somos muitas vezes cobrados por usar o início do Paulista para fazer muita gestão física e tática também. Esta questão do Mauricio e do López nós já tínhamos experimentado - completou, reforçando que a entrada de Arias ajuda a dar mais profundidade ao arque, principalmente pelo lado esquerdo.

O auxiliar destaca que, além dos testes, a sequência apertada de jogos no calendário brasileiro obriga o clube a preparar o elenco para atuar sem todos os seus principais atletas e utilizando suas principais formações.

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-E nós sabemos que o Vitor Roque e o López não vão conseguir jogar todos os jogos deste calendário. Espero que os dois estejam bem, consigam nos ajudar muito bem, que nos deem mais opções. Eles não vão jogar todas as vezes juntos - concluiu o auxiliar de Abel Ferreira.

Auxiliar de Abel explica Vitor Roque no banco e fala sobre "novo esquema" no Palmeiras
João Martins concedeu entrevista após o jogo. (Foto: Vinícius Harfush/Lance!)

Veja outros destaques da coletiva de João Martins

Sobre a dinâmica do Palmeiras na saída de bola contra o São Paulo e mudanças táticas durante a partida:

A questão não é a pressão alta ou baixa, a questão são as dinâmicas do adversário, quando o adversário usa jogadores por dentro, sobram espaços do lado contrário. E nós queremos em todos os lances encontrar esses jogadores do lado contrário. Como São Paulo pressiona bem, só encontramos [o espaço] as vezes, mas quando o encontramos fizemos bem e um deles deu em gol. Isso estava planejado, estava preparado. Durante os 90 minutos conseguimos fazer mais vezes essa jogada que deu em gol e outras que quase deram gol. Não conseguimos. Sabemos que nem sempre conseguimos pôr em prática a parte teórica, e na teoria era exatamente isso. Conseguimos ter muito sucesso no primeiro tempo, no segundo tempo fizemos o que foi preciso para ganhar. E se for preciso defender com 11, nós vamos defender com 11, porque o clube exige-nos lutar para ganhar e estar sempre nas decisões. Se eu preciso fazer com 11, temos 11. Se eu preciso fazer só com um, temos só com um, é uma coisa que fazemos bem. Muitas vezes o adversário também defende com todos e nós temos que ter capacidade e qualidade para desmontar o adversário. Felizmente o São Paulo não conseguiu fazer isso. Felizmente são seis vitórias seguidas e em jogos que o adversário não consegue fazer isso. São muitos jogos sem perder. E nós vamos continuar a fazer o que for preciso para ganhar porque o mais importante são os três pontos independente de tudo.

Sobre a disputa de Giay e Khelvenn pela lateral direita

Nos gostamos de disputas em todas as posições. Felizmente o Giay trabalha muito bem, tem apenas 21 anos, ainda tem muito para aprender, muito para evoluir. Já está completamente integrado no clube. O Khelvenn também é um jogador jovem. Teve um ano passado difícil jogou no sacrifício por uma fratura no dedo do pé. Ele teve uma oscilação física devido a esse problema. Este ano iniciaram com os dois bem, ambos jogaram o Paulista da mesma forma. São decisões técnicas do treinador. Mas sabendo que neste calendário, de três em três dias, dá mais abertura e oportunidade para os dois a jogarem ou entrar, já que começar a partida não significa que o outro não seja necessário. Ainda bem que os dois têm tido um bom rendimento. São jovens bem valorizados, faz parte da nossa função também de gerir os jogadores.

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