Felipão Scolari Palmeiras

Felipão tem 69 jogos, 44 vitórias, 17 empates, 8 derrotas, 106 gols feitos e 34 contra na passagem (Agência Palmeiras)

William Correia
26/07/2019
08:00
São Paulo (SP)

Foi há exatamente um ano, na noite de 26 de julho de 2018, que o Palmeiras anunciou oficialmente a chegada de Luiz Felipe Scolari como substituto de Roger Machado no comando do time. Desde então, o técnico esteve à  beira do campo 69 vezes e, embora o momento atual tenha um inédito jejum de vitórias nesta passagem pelo clube, acumula recordes positivos.

O treinador tem contrato até dezembro de 2020 e está em sua terceira passagem no Verdão. Acumulou nestes 12 meses 69 partidas, com 44 vitórias, 17 empates e somente oito derrotas, com 106 gols feitos e 34 sofridos. O aproveitamento é de 71,98% dos pontos conquistados, acima dos 70,17% atingidos pelo time no título conquistado nesta passagem de Felipão: o Campeonato Brasileiro de 2018.

O LANCE! aponta abaixo marcas e números deste ano do Verdão com Scolari:

Primeiro a completar um ano no clube desde 2014
Pode parecer pouco para um dos principais técnicos da história do Palmeiras, mas a sua permanência de Felipão no cargo por um ano está longe de ser comum.​ O último que tinha conseguido isso foi Gilson Kleina, que chegou justamente para substituir Scolari, em setembro de 2012, e ficou no clube até maio de 2014. Nesses mais de cinco anos, passaram Ricardo Gareca, Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira, Cuca (duas vezes), Eduardo Baptista, Alberto Valentim (como interino) e Roger Machado.

500 jogos no Palmeiras
​Somando as suas três passagens (de 1997 a 2000, entre 2010 e 2012 e desde 2018), Scolari acumula 477 partidas no clube, com 236 vitórias, 128 empates e 113 derrotas - aproveitamento de 58,42%. É o segundo técnico que mais comandou o time, ainda atrás dos 585 compromissos de Oswaldo Brandão. Mas, caso não deixe o clube, Felipão atingirá neste ano a marca de 500 jogos no Palmeiras, provavelmente em outubro ou novembro, dependendo da campanha na Libertadores.

Dois jogos com Paulo Turra
Nos números de Felipão, não estão incluídas duas partidas em que o time foi comandado por seu auxiliar, Paulo Turra. O ex-zagueiro esteve à frente do time em ambas as oportunidades diante do Bahia, no passado, em Salvador: 0 a 0 na ida das oitavas de final da Copa do Brasil, quando Scolari ainda acertava detalhes pessoais para mudar para São Paulo, e 1 a 1 pelo Brasileiro, quando o técnico cumpriu suspensão. Turra é uma novidade em comissões técnicas de Felipão no clube: o ex-zagueiro, que defendeu o Verdão no começo do século, substitui Flávio Teixeira, o Murtosa, fiel escudeiro do treinador há décadas, mas afastado no momento por problemas particulares.

Defesa que ninguém passa
Luan e Gustavo Gómez completaram exatos 1200 minutos seguidos, contando acréscimos, sem sofrer gols atuando lado a lado neste ano. O Palmeiras de Felipão ostentou ainda a melhor defesa dos Campeonatos Brasileiro do ano passado e atual e do último Campeonato Paulista e detinha a marca na Libertadores até sofrer dois gols do Godoy Cruz na terça-feira. Nas duas Copas do Brasil que disputou recentemente com o técnico, sofreu dois gols em 2018 e somente um 2019, exatamente o da derrota para o Inter, que o eliminou nos pênaltis. A defesa forte segue uma marca incontestável do treinador.

Sequência de vitórias
Até empatar por 1 a 1 diante do São Paulo, no último dia 13, o Palmeiras alcançou uma surpreendente marca de 11 vitórias consecutivas em partidas oficiais. O clube jamais havia alcançado uma sequência positiva tão grande no século: o recorde da história são 21 triunfos em 1996.

​Recordes no Campeonato Brasileiro
A atual passagem de Felipão fica marcada pelo desempenho no principal campeonato do país. E não apenas pelo título do ano passado. O treinador estabeleceu a maior sequência invicta da história do clube no torneio, e de todas as equipes na disputa por pontos corridos, como ocorre desde 2003: 33 rodadas. Além disso, tem ainda o melhor turno da história no modelo atual: na segunda metade de 2018, 47 pontos em 19 jogos e 82,4% de aproveitamento, com 35 gols feitos e 11 sofridos, superando no saldo o Corinthians do primeiro turno do Brasileiro de 2017.

​Primeiro título em pontos corridos
O Campeonato Brasileiro de 2018 ainda marcou a primeira conquista do técnico no clube em um torneio disputado em pontos corridos. Felipão sempre foi campeão em todas as suas passagens pelo Palmeiras, mas, nas duas anteriores, levantou a taça encarando mata-mata, como ocorreu na Libertadores de 1999, nas Copas do Brasil de 1998 e 2012, na Copa Mercosul de 1998 e no Torneio Rio-São Paulo de 2000.

Mata-mata virou obstáculo
Scolari carrega em sua carreira a marca de "copeiro", mas a alcunha ainda não se justificou na atual passagem pelo Palmeiras. Em quatro torneios disputados no modelo de mata-mata desde a metade do ano passado, o treinador sequer chegou à final. Parou nas semifinais da Libertadores (eliminado pelo Boca Juniors) e da Copa do Brasil (batido pelo Cruzeiro) de 2018, além do Campeonato​ Paulista de 2019 (superado pelo São Paulo, nos pênaltis). Mais recentemente, caiu, nos pênaltis, diante do Inter, nas quartas de final da Copa do Brasil.

Maior jejum de vitórias
Felipão acumulou tantos números positivos que as recentes derrotas para Inter e Ceará foram as primeiras consecutivas dele em um ano no cargo. Mas, atualmente, já são quatro partidas sem vitória. É o maior jejum no quesito em mais de dois anos: a última vez que essa sequência ocorreu foi entre maio e junho de 2017, no começo da segunda passagem de Cuca pelo clube.

Seca de gols
A atual temporada ainda marcou uma sequência do time sem balançar as redes. Entre o fim de março e o começo de abril, o Palmeiras chegou a ficar três partidas consecutivas sem balançar as redes (dois 0 a 0 diante do São Paulo, nas semifinais do Paulista, e derrota por 1 a 0 para o San Lorenzo), o que não ocorria desde maio de 2015.