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Last dance: maior cestinha do NBB, americano participa de último Jogo das Estrelas

Shamell Stallworth defende o Caxias do Sul na temporada 2025/2026

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São Paulo
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 28/03/2026
10:00
Shamell pelo Caxias do SUl no NBB (Foto: Divulgação NBB)
imagem cameraShamell pelo Caxias do SUl no NBB (Foto: Divulgação NBB)

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Aos 45 anos, Shamell Stallworth fará a 13º e última participação no Jogo das Estrelas do NBB, neste sábado. Após 18 temporadas na liga brasileira, o americano, que é o maior cestinha da história da competição, com 9.428 pontos, já anunciou que se aposentará oficialmente ao final desta temporada.

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Shamell desembarcou no Brasil em 2004 para defender Araraquara e, desde então, construiu uma trajetória vitoriosa por Limeira, Pinheiros, Mogi, São Paulo e, mais recentemente, Caxias do Sul. Para sua "last dance" no Jogo das Estrelas, espera se divertir com as novidades do torneio.

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— Eu sou um pouco old school (velha guarda), mas entendo que as coisas melhoram. Você sempre tem que ter mudanças. O negócio agora é diferente, é legal, e tem mais jogadores que podem ir para o Jogo das Estrelas. Isso deixa o evento mais competitivo. É uma coisa nova; vamos abraçar e bola para frente.

Para o americano, sua primeira participação foi a mais especial, quando tinha 28 anos. Agora, espera que sua 13° participação, em 2026, também seja tão especial quanto, fechando um ciclo de mais de 20 anos. O jogo acontece neste sábado (28), a partir das 17h30 (de Brasília), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

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Shamell, destaque da vitória do Caxias do Sul sobre o Corinthians (Foto: Gabriel Trindade Pinto)

Shamell abraçou o NBB e fez história no basquete brasileiro

Ao longo de sua trajetória no NBB, foram 557 jogos. Com o fim da carreira cada vez mais próximo, o americano encara a reta final com um sentimento de dever cumprido e explica que a saudade da família foi um fator determinante no anúncio da aposentadoria.

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— Eu acho que já fiz a minha parte; ofereci o máximo que pude para o basquete brasileiro jogando. Há também o sacrifício de ficar longe da família e dos meus filhos. As pessoas, às vezes, não sabem como é perder uma formatura ou um aniversário. Eu já perdi vários aniversários do meu filho pequeno e vários Dias dos Pais. Agora, quero aproveitar o resto da minha vida curtindo eles. Outros jogadores têm que parar de jogar por causa da lesão, eu quero parar bem — desabafou o cestinha.

Atualmente, o NBB conta com 48 jogadores estrangeiros, sendo que os norte-americanos dominam com 72,9% de participação. Shamell ressalta que boas oportunidades são raras na vida de um atleta profissional e que é preciso agarrá-las com entrega total para ter sucesso na carreira.

— Sabemos como funciona a porcentagem para um jogador: se você não se destacar tanto quanto um LeBron James, um Kobe Bryant ou um Shai [Gilgeous-Alexander], é difícil. São poucas vagas, a gente só espera e torce pela oportunidade. Eu disse a mim mesmo: "posso fazer a diferença aqui". Os técnicos me deram espaço e eu cresci — relembrou o ala.

A comunicação com os colegas de equipe foi o maior desafio de Shamell no início de sua trajetória na liga brasileira. Mas o americano acabou se apaixonando pela cultura brasileira e pretende continuar atuando no basquete brasileiro, mesmo fora das quadras.

Quando você começa a abraçar a cultura e a entender as coisas, a comunicação flui melhor. Eu sou mais brasileiro do que americano. Acho que tem muitas coisas que posso oferecer para ajudar o esporte. No Brasil, existem muitos jogadores que querem jogar, mas às vezes não têm a oportunidade. Talvez eu possa atuar como técnico da base, ou, quem sabe, como um diretor ou supervisor.

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