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Memorial em homenagem a Oscar Schmidt atrai lendas do basquete e fãs emocionados

Cerimônia aberta ao público no Clube Sírio, em São Paulo, marca o adeus do Mão Santa

Dia 01/05/2026
14:58
Atualizado há 6 minutos
Cerimônia em homenagem a Oscar Schmidt aconteceu no Clube Sírio, em São Paulo, onde o ex-atleta jogou no fim da década de 1970.  (Foto: Vinícius Harfush/Lance!)
imagem cameraCerimônia em homenagem a Oscar Schmidt aconteceu no Clube Sírio, em São Paulo, onde o ex-atleta jogou no fim da década de 1970. (Foto: Vinícius Harfush/Lance!)

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Um memorial em homenagem a Oscar Schmidt, que morreu no dia 17 de abril, marca a despedida de familiares, amigos e fãs da lenda do basquete nesta sexta-feira (1). Em parceria com o Esporte Clube Sírio, que foi a casa do ex-atleta entre 1978 e 1982, a família organizou uma cerimônia, que contou com uma missa restrita a convidados e, no final da manhã, foi aberta ao público para visitação.

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O evento foi o momento de mais uma despedida para os familiares de Oscar Schmidt. Para Filipe, filho primogênito, o memorial era o "ponto que faltava" na despedida do seu pai e destacou a importância de compartilhar o momento de homenagem com os fãs e abrir as portas da cerimônia para que o público pudesse dar o último adeus ao "Mão Santa".

- Eu acho que esse era o ponto que faltava, porque a gente teve a cerimônia bem reservada entre família, eu, minha mãe e minha irmã... E eu acho que era o que faltava, um ponto importante abrir ao público para quem quisesse dar essa última despedida, essa última homenagem. Um pouco de respeito a todo o Brasil que torceu muito por ele. Então, eu acho que por ele ser essa pessoa gigante, era o mínimo que a gente podia fazer em família, abrir esse espaço para que as pessoas pudessem vir aqui e prestar sua homenagem. O Clube Sírio adorou a ideia e liberou espaço para que isso pudesse acontecer. Criou essa homenagem linda, que superou qualquer tipo de expectativa que a gente tinha em família. Está sendo muito bonito de ver, difícil, mas está muito bonito de ver - disse o filho do ex-jogador ao Lance!.

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No ginásio do Clube Sírio, o público pôde ver de perto fotos cedidas pela família de Oscar que mostram a vida do jogador para além das quadras, mas os registros de conquistas como atleta também não foram esquecidos, como a foto do time do Sírio campeão do Mundial de 1979, além de recortes de jornal que cravam na história os feitos do ex-jogador, como o título do Pan-Americano de 1987, lembrado em páginas do "The New York Times", maior jornal dos EUA.

Em uma mesa estava exposto a urna com as cinzas de Oscar, que foi cremado. Ao lado, medalhas e troféus de peso conquistados por ele ao longo da carreira, como a medalha do Pan, o troféu do Campeonato Mundial e a estátua recebida quando entrou no Hall da Fama do Basquete, uma das maiores honrarias da modalidade a nível global, em 2013.

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Memorial reuniu itens pessoais e conquistas da carreira de Oscar Schmidt. (Foto: Vinícius Harfush/Lance!)
Memorial reuniu itens pessoais e conquistas da carreira de Oscar Schmidt. (Foto: Vinícius Harfush/Lance!)

Filipe ressaltou o impacto da partida de Oscar no mundo do basquete dentro e fora do Brasil, com repercussões nas principais mídias dos Estados Unidos, Espanha e Itália, por exemplo. A NBA, maior liga de basquete do mundo, prestou uma homenagem particular no memorial e enviou uma coroa de flores em homenagem ao ex-jogador.

A escolha de Oscar de ficar no Brasil e jogar a liga nacional é um dos marcos mais importantes de sua carreira no basquete. Filipe Schmidt afirmou que a decisão sempre foi motivo de orgulho para seu pai e que gostaria de ser lembrado por isso. A maior paixão de Oscar Shmidt como atleta era, em dúvidas, defender a Seleção Brasileira, como lembrou seu filho.

- O que ele deixa para trás é o amor que ele tinha para jogar com a Seleção Brasileira. Deixou de ir para NBA para continuar essa carreira dentro da seleção e eu acho que ele gostaria de ser marcado por isso. Um cara que se dedicou ao máximo ao esporte, ao máximo à Seleção Brasileira. O que ele mais gostava de fazer era defender o Brasil nas competições afora, Pan-Americano, Mundial, Olimpíadas... Então, eu acho que é por isso que as pessoas se identificaram tanto com meu pai. O que eu espero que as pessoas lembrem é toda a dedicação que ele tinha pro esporte e principalmente pela Seleção - completou.

Despedida dos ex-companheiros de Oscar

O memorial também reuniu lendas do basquete brasileiro como Marcelo Vido e Dodi, campeões mundiais com Oscar em 1979 pelo Sírio, Eduardo Agra, que também levantou a taça do Mundial e estava no elenco campeão do Pan-Americano de 1987 ao lado do eterno camisa 14. Mauri, companheiro de Schmidt e Agra no Pan, lembrou da capacidade do ex-jogador que competir no mais alto nível sem abrir mão da solidariedade com os companheiros e do senso de família criado na equipe campeã.

- Nós vivemos como uma família, acho que tanto ele quanto o Marcel [outra referência do basquete no Brasil], passaram esse legado para gente, que éramos mais jovens. Mas a competitividade, a determinação dele foi um marco. Ele foi incansável, ele traçava os objetivos dele e ia atrás sem pensar em nada mais, altamente profissional, um marco no esporte nacional e mundial. [...] Era o cara que mais treinava, que mais se dedicava - destacou Mauri, que via o arremesso de três pontos como uma das marcas técnicas mais potentes de Oscar.

Marcel de Souza foi campeão Mundial em 1979 no Sírio e, quase dez anos depois, subiu no lugar mais alto do pódio no Pan, ao bater, ao lado de Oscar os Estados Unidos na final. O ex-companheiro lembrou de momentos que teve ao lado do camisa 14 na equipe e ressaltou que mantinha uma parceria mesmo nos momentos de menor contato ao longo da carreira.

- Eu conheço ele desde que eu era juvenil. Estávamos juntos para comemorar os títulos como, por exemplo, o Mundial do Sírio, o Pan-Americano... a gente fazia algumas atividades de esportes juntos, entrevistas, então a gente estava sempre se encontrando. Quando ele jogava na Itália, eu ia na casa dele, ele vivia na minha, falávamos no telefone todo dia - disse Marcel.

Fãs se despendem da lenda do basquete

Marcos acompanha basquete desde que se entende por gente e, ao lado do filho do Murilo, saiu de Franca, a mais de 360 quilômetros do São Paulo, para se despedir do seu ídolo no esporte. Ao lado das mesas com as principais conquistas da carreira de Oscar Schmidt expostas, não conteve as lágrimas ao relembrar os momentos de glória do Mão Santa. E a representatividade que Oscar tinha para o basquete brasileiro é uma unanimidade não só para quem vive a modalidade, mas para o público.

- Eu acho que o maior legado que o Oscar deixou, acima de tudo, é representar o país. Ele escolheu isso. Hoje nós temos vários atletas que não chegam ao dedão do pé do Oscar em que prevalece o dinheiro, o valor financeiro. O que me deixa de maior legado é a representatividade da pátria. É tão raro isso. [...] Eu fiz questão de vir aqui, acompanhar, dar um abraço nos amigos. Uma história linda que o Oscar deixou, nos deixa com muita saudade de um atleta brasileiro, genuinamente. Ele defende muito o Brasil, o verde e amarelo, e nós estamos aqui prestigiando - completou o fã.

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