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Promessa do Brasil no inverno, Pat Burgener faz show em Hall da Fama do COB

Esquiador marcou presença para representar deleção brasileira de inverno

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Rio de Janeiro (RJ)
Dia 08/04/2026
23:01
Pat Burgener durante treinamento na pista olímpica (Foto: Rafael Bello/ COB)
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Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina ficarão para sempre na história do esporte no Brasil. Após anos de espera, a medalha inédita finalmente veio com o ouro de Lucas Pinheiro – o que coloca em evidência as modalidades na neve em um país conhecido por seu clima quente e belas praias. Por isso, durante a cerimênia do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB), outro grande nome da delegação brasileira marcou presença na homenagem. E deu um show.

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Nascido em Lausanne, na Suíça, e filho de mãe líbano-brasileira, ele tirou a cidadania brasileira no início de 2025 e conseguiu aprovação da Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) para competir pelo Brasil a partir desta temporada. Pat jdisputou duas Olimpíadas pelo país natal, mas chegou "para ficar" no Brasil – muito além de Milão-Cortina.

— Exatamente há um ano, estava na Suíça e decidi fazer uma transição de país. Muitos disseram que era loucura, perguntaram onde eu ia treinar. O Brasil tem uma vibe incrível. Foi um projeto maluco, por isso foi perfeito para mim. O esporte é uma coisa incrível. Ficar famoso, ganhar medalhas… mas o mais importante do esporte é ficar com os olhos e coração abertos. Nasci na Suíça, no frio, e agora estou aqui, onde minha mãe cresceu. Quero mostrar a todas as crianças que se você tem que acreditar, se você fica com a disciplina e paixão necessárias, tudo pode virar real — contou Burgener.

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Depois do rápido discurso, Pat compartilhou uma música que fez antes mesmo de viajar com a delegação do Brasil para a Itália. A letra da canção, inclusive, resume bem esse sentimento de gratição que reforça o famoso ditado de "nunca desista dos seus sonhos".

Veja vídeo do show de Pat

Homenageados no Hall da Fama do COB

A história do vôlei de praia brasileiro no cenário internacional passa diretamente pela trajetória de Ricardo Santos e Emanuel Rego. Donos de uma das parcerias mais vitoriosas da modalidade, os dois atletas ajudaram a transformar o Brasil em potência mundial e, agora, são homenageados pelo Comitê Olímpico do Brasil por suas contribuições ao esporte.

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Além do vôlei de praia, O basquete e a vela brasileiros vivem um dia histórico nesta quarta-feira (8) com a cerimônia oficial do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil. A honraria celebra a trajetória de Oscar Schmidt, Alex Welter e Lars Björkström – três dos maiores nomes da história do esporte mundial.

Os velejadores são homenageados como os campeões olímpicos brasileiros vivos mais velhos, símbolo de uma geração que abriu caminhos para a vela no país. Do outro lado, o COB consolida o legado de Oscar Schmidt como um dos maiores atletas da história do Brasil e um símbolo eterno do basquete mundial.

Recorde de delegação e presença no top-20

Desde o anúncio da convocação de 14 atletas mais um reserva para os Jogos, a participação brasileira já ficou na história. Até então, o recorde havia sido em Sochi 2014, com 13 atletas. Os resultados acompanharam o aumento de delegação: o Brasil esteve presente no top-20 de cinco provas em quatro modalidades diferentes. Nos Jogos de 2022, o país conseguiu apenas dois resultados dentro desta faixa.

É claro que o grande destaque ficou por conta de Lucas Pinheiro Braathen, que se tornou campeão olímpico no esqui alpino pela primeira vez, justamente quando representava as cores do Brasil. Com a medalha de ouro no slalom gigante, ele se tornou não apenas o primeiro brasileiro, mas o primeiro atleta sul-americano a subir ao lugar mais alto do pódio.

Lucas Pinheiro Braathen medalha de ouro no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
Lucas Pinheiro Braathen medalha de ouro no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

A conquista do ouro, a primeira medalha da história do Brasil em Olimpíadas de Inverno em 10 participações, colocou o país na 19ª colocação do quadro de medalhas geral, à frente de nações tradicionais como Polônia e Finlândia – mais um tabu quebrado.

Outra delas foi o bobsled, modalidade que o país mais disputou em Olimpíadas de Inverno, presente desde os Jogos de Albertville 1992. Desta vez, o Brasil conseguiu a classificação para sua segunda final olímpica do 4-man e superou seu desempenho em Pequim 2022, garantindo o 19º lugar, o melhor da história do país.

No gelo, o Brasil também figurou entre os melhores do mundo com a gaúcha Nicole Silveira, do skeleton. Ela terminou a competição em Cortina D'Ampezzo com a 11ª colocação, seu melhor resultado olímpico. Na neve, Patrick Burgener, 14º no snowboard halfpipe, e Augustinho Teixeira, 19º, também consolidaram a presença do país no top-20.

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