Pioneiros da vela, Alex Welter e Lars Björkström são homenageados pelo COB
Referência mundial, a dupla consolidou o Brasil como potência no vôlei de praia

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O primeiro ouro olímpico da vela brasileira tem nomes bem definidos: Alex Welter e Lars Björkström. Décadas após o feito nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980, a dupla de velejadores foi homenageada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). A cerimônia aconteceu nesta quarta-feira (8).
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Para receber a dupla, o COB chamou o também campeão olímpico Marcelo Ferreira, que brilhou no pódio dos Jogos de Atlanta-1996, Atenas-2004 e Sydney-2000, ao lado do Hall da Fama Torben Grael. Aos homenageados, o ex-atleta celebrou o pioneirismo que abriu portas para outros velejadores no Brasil – como o próprio Marcelo, por exemplo.
— Quando esses caras velejaram em 1980, eu tinha apenas 15 anos e velejava na classe que eles começaram. No meu pinguim. Quando me deparei, sem internet, com a consagração olímpica deles, aquilo foi um alento à vela nacional. Foram os caras que deram o "start", deixaram de lado o complexo vira-lata do brasileiro e mostraram que a gente pode conseguir. Só tenho a agradecer por esse feito grandioso que fez com que a vela se tornasse um esporte de alto nível nacional e internacional, através de caras que estão aí hoje — disse o medalhista olímpico.
A homenagem foi recebida com muita emoção pela dupla veterano. Após a cerimônia de registros das mãos, e com as placas do Hall da Fama entregues, Alex e Lars abriram o coração sobre o que essa nova marca significa na vida de cada um, mesmo após mais de quatro décadas depois.
— Emoção muito grande. Me sinto muito honrado e lisonjeado por essa homenagem do COB entre atletas tao renomados. Agradeço as lindas palavras do Marcelo, mais conhecido como Playboy (risos). Tivemos o prazer de competir contra. É uma emoção gigante estar aqui, realmente estou emocionado e agradeço a linda homenagem do COB — afirmou Alex.
— Eu saí da Suécia de motocicleta para a Califórnia, cheguei no Brasil e comecei a velejar aqui. Isso não estava nos planos. Nosso destino nos deu essas oportunidades. Vivo no Brasil há mais de metade da minha vida e vou morrer aqui — completou Lars.
O feito histórico veio na classe Tornado dos Jogos Olímpicos de Moscou 1980, quando conquistaram a medalha de ouro e encerraram um jejum de 24 anos do Brasil sem títulos olímpicos. A vitória também representou o ponto de partida para a consolidação da vela como uma das modalidades mais vitoriosas do país em Jogos Olímpicos.
Formada em 1976, a parceria rapidamente se destacou no cenário internacional, garantindo presença em competições de alto nível e colocando o Brasil entre as principais forças da modalidade à época. Mais do que o resultado em Moscou, Welter e Björkström tiveram papel fundamental na projeção da vela brasileira no cenário global.
Mesmo após o fim das carreiras, ambos mantiveram ligação com o Movimento Olímpico, atuando como voluntários nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Atualmente, são reconhecidos como os campeões olímpicos brasileiros vivos mais velhos, mantendo viva a memória de uma conquista que marcou gerações.
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Outros homenageados de peso do COB
Além da vela, o basquete e o vôlei de praia brasileiros vivem um dia histórico nesta quarta-feira (8) com a cerimônia oficial do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil. A honraria celebra a trajetória de Oscar Schmidt, Ricardo Santos e Emanuel Rego – alguns dos maiores nomes da história do esporte brasileiro.
Campeões olímpicos e protagonistas de uma das parcerias mais vitoriosas do vôlei de praia mundial, Ricardo e Emanuel foram fundamentais para consolidar o Brasil como potência na modalidade ao longo de mais de uma década. Já Oscar Schmidt tem seu legado reafirmado como um dos maiores atletas da história do país e um símbolo eterno do basquete mundial.

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