Papo com Helio Castroneves: está chegando a hora da 64ª Rolex 24 at Daytona
Daytona está chegando e o desafio, dessa vez, vai para além da pista

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Olá, amigos, tudo bem?
Como falei para vocês na semana passada, o ano automobilístico nos Estados Unidos começa com a Rolex 24 at Daytona, que neste ano cumprirá a 64ª edição. A largada será no dia 24 e a chegada, só no dia seguinte. Mas, bem antes da prova, propriamente dita, as atividades começaram bem cedo. É por esse motivo que a nossa Meyer Shank Racing está se preparando faz tempo para se apresentar da melhor maneira possível.
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Embora não seja novidade para a equipe, que já venceu a Rolex 24 at Daytona em três oportunidades (2012, 2022 e 2023), participar dessa verdadeira maratona impõe obrigações numerosas e diversificadas. Além de, obviamente, ter o melhor conjunto técnico e humano para vencer a principal prova do calendário da IMSA WeatherTech SportsCar Championship, é montada uma estrutura incrível para que tudo funcione dentro e fora do circuito misto do Daytona International Speedway.

Incrível como mudam as prioridades quando a gente sai do cockpit e passa a ser sócio de uma equipe como a Meyer Shank Racing. Como piloto, meu pensamento sempre foi voltado para performance, velocidade e busca da vitória. Nunca foi preocupação minha pensar como o carro chegou lá para eu pilotar, de onde vinha a comida que me era servida no final de semana, como aquela gente toda se dirigiu até Daytona para trabalhar nos dois carros e por aí vai.
Mas, agora, apesar do meu foco continuar na performance, pois quero vencer Daytona também como sócio de equipe, o checklist fica muito maior porque, como responsável pelos pilotos, tenho de cuidar de oito ao mesmo tempo. Por mais que nossos dois quartetos sejam coesos e profundamente profissionais, cada piloto tem suas características especiais. Por causa disso, no sentido de aproveitar o que cada um tem de melhor, as estratégias são criadas e modificadas de acordo com as circunstâncias da corrida.
Como está a equipe?
A estrutura que a equipe leva da sede em Pataskala, no estado norte-americano de Ohio, para Daytona é impressionante. Até que não há muitos itens efetivamente diferentes daqueles que levamos para outros lugares ao longo da temporada, mas a carga de trabalho, ao longo de vários dias, faz com que as quantidades sejam superlativas. Das cápsulas de café até os jogos de pneus, passando pelo número de refeições e stints de cada piloto, tudo faz parte de um planejamento de grande escala.
As atividades de pista, propriamente ditas, começam já na semana que vem, com três dias de testes coletivos, com o sugestivo nome de Roar Before The Rolex 24 ou algo como o "rugido [dos motores] antes da Daytona 24". Essa importantíssima prática começa exatamente na sexta-feira que vem, 16, e vai até domingo, 18.
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Nosso time já está pronto e escalado. No Acura ARX-06 # 60 estarão os titulares Tom Blomqvist e Colin Braun, reforçados por Scott Dixon e AJ Allmendinger. No #93 teremos Renger van der Zande, Nick Yelloly, Alex Palou e Kaku Ohta. É um timão, não é? Nossas chances são ótimas, o que seria minha primeira Rolex 24 at Daytona como sócio de equipe. Não sei se dono de equipe ganha relógio, mas como piloto tenho três, relativos às vitórias de 2021, 2022, e 2023.
É isso aí, pessoal, até semana que vem com mais notícias de Daytona. Até!
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