Ouro de Lucas Pinheiro faz história na América Latina e no hemisfério sul

Brasileiro tem chance de levar o segundo ouro para casa na próxima segunda-feira (16)

PorMariana QuélhasRio de Janeiro (RJ)
14/02/2026 13:49

Supervisionado porThiago Fernandes,
Da esquerda para a direita, Marco Odermatt (prata), Lucas Pinheiro Braathen (ouro) e Loic Meillard (bronze) celebram no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
Da esquerda para a direita, Marco Odermatt (prata), Lucas Pinheiro Braathen (ouro) e Loic Meillard (bronze) celebram no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

O Brasil escreveu uma página inédita na história olímpica neste sábado (14). Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de ouro no slalom gigante e tornou-se o primeiro medalhista latino-americano da história dos Jogos Olímpicos de Inverno.

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A vitória de Lucas vai além de um feito individual: representa um marco para o esporte brasileiro e para toda a América Latina, que jamais havia alcançado o topo do pódio em uma competição de inverno. O resultado também coloca o Brasil entre as raríssimas nações do hemisfério sul campeãs olímpicas na neve — até então, apenas a Austrália havia conquistado o ouro.

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A façanha coroa anos de dedicação e superação em uma modalidade tradicionalmente dominada por países europeus e do hemisfério norte, quebrando barreiras geográficas e históricas.

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Lucas Pinheiro Braathen beija a medalha de ouro no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
Lucas Pinheiro Braathen beija a medalha de ouro no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

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Uma prova de coragem e técnica

Mesmo não sendo especialista em slalom gigante, Lucas impressionou desde a primeira descida, assumindo a liderança, com 1min13s92c, e resistindo à pressão dos favoritos. Com a pista marcada pela intensa neve que caia e irregularidades, ele manteve precisão, velocidade e frieza, mostrando que talento brasileiro também se adapta à neve e ao frio intenso, finalizando a segunda descida com 1min11s8c.

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O resultado coloca o Brasil em posição inédita entre os grandes do esqui alpino. Apenas oito países haviam conquistado medalhas no slalom gigante: ÁustriaSuíçaItáliaFrançaNoruegaEstados UnidosSuécia e Alemanha. Agora, o Brasil se junta a eles, tornando-se o terceiro país do hemisfério sul a conquistar uma medalha, de qualquer cor, em Olimpíadas de Inverno.

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O futuro já começou

A medalha de Lucas não é apenas simbólica — é um incentivo para uma nova geração de atletas brasileiros. Na próxima segunda-feira (16), ele retorna à montanha para disputar o slalom tradicional, sua especialidade, em busca de mais um resultado expressivo e, quem sabe, outra medalha histórica para o Brasil.

DATA DA COMPETIÇÃOMODALIDADE/ETAPA

16/02 - 6h e 9h30 (de Brasília)

slalom masculino – Descidas 1 e 2

📺 Onde assistirSportv2, GeTV (youtube) e CazéTV (youtube).

Com coragem, técnica e determinação, Lucas Pinheiro Braathen não apenas venceu na neve, mas também pode ter aberto portas para o Brasil no cenário olímpico de inverno.

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