Nova prova olímpica deve acelerar evolução e derrubar marcas, projeta César Cielo
Para o brasileiro, inclusão dos 50m estilos trará especialização e maior visibilidade

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A inclusão das provas dos 50m nos estilos no programa olímpico da natação foi uma das principais mudanças no ciclo até Los Angeles. Campeão mundial nos 50m borboleta e medalhista de ouro nos 50m livre, César Cielo vê a novidade como uma boa estratégia para ampliar a atenção para a modalidade, com impacto relevante nos resultados dentro da piscina.
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A competitividade nas provas de velocidade é altíssima. Além da alta intensidade exigida nos 50m, os nadadores competem com uma margem mínima de erro, o que deixa as disputas definidas por frações de segundo. Esses elementos agregam valor midiático e fazem com que o público lote as arenas para saber quem será o "atleta mais rápido do mundo".
— Comercialmente, foi uma baita sacada da World Aquatics, vão ser provas que vão parar a sessão pra todo mundo assistir. Eu sou até um dos caras que gosta até da ideia de ter, por exemplo, um revezamento 4x50m, acho que seria o revezamento mais maluco da Olimpíada. A gente quer emoção quando a gente tá vendo esporte, a gente quer ver intensidade, e nenhuma prova é melhor que as de velocidade pra isso - disse Cielo, em entrevista exclusiva ao Lance!.
Na esteira do sucesso comercial e de público, a tendência é que a inclusão dos 50m nos estilos abra espaço para especialistas em velocidade e, consequentemente, para a quebra de marcas.
— Esse nadador vai ser mais reconhecido com o título olímpico, ele vai conseguir mais patrocínio. E, automaticamente, os tempos vão começar a cair de forma drástica. Então, eu espero que essas provas de 50 aí tenham quebras e quebras de recorde mundial aí nesses próximos anos com uma boa frequência - projetou.
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Retorno das referências
A mudança no cenário olímpico da natação provocou o retorno à ativa de alguns dos principais velocistas. Campeão olímpico nos Jogos de Londres 2012 e especialista em nado peito, o sul-africano Cameron Van Der Burgh anunciou que voltaria ao cenário competitivo, quase sete anos após sua aposentadoria.
No Brasil, Etiene Medeiros e Nicholas Santos, referências nos 50m, também anunciaram o retorno às piscinas de olho neste ciclo olímpico. Questionado sobre essa possibilidade, Cielo admitiu sentir saudades da rotina de atleta no alto rendimento, mas negou uma mudança drástica por enquanto.
— Eu acho que eu fiz a minha parte. Voltar agora, seria por puro, não sei, luxo de sentir vontade e um friozinho na barriga de novo, sabe? Eu não acho que eu voltaria com aquela sede de vitória, com vontade de melhorar, que foi aqui que me levou para os títulos, né? Então, prefiro continuar desafiando os tempos no Instagram. Sem compromisso - finalizou.

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