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Futebol 2.0? Saiba como a Kings League conquistou a Geração Z e atraiu gigantes europeus

Com formato dinâmico, liga de Piqué atrai novos fãs e gigantes do futebol

Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 09/03/2026
09:00
Neymar Kings League
imagem cameraNeymar é o presidente do Fúria FC, na Kings League (Foto: Reprodução/YouTube/KingsLeague)

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A Kings League tem caído no gosto dos jovens e muita gente questiona o motivo. O formato mais curto e dinâmico, com desafios divertidos, talvez seja o motivo. Mas a Kings League se tornou maior do que muitos esperavam. Grandes nomes do futebol participando ativamente da competição, finais batendo recordes e muito fãs ao redor do mundo.

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Kaká comemora gol de pênalti na Kings World Cup (Foto: Reprodução)
Kaká comemora gol de pênalti na Copa do Mundo da Kings League (Kings World Cup Nations) (Foto: Reprodução)

O impacto é mensurável: hoje, cerca de 85% dos espectadores da liga têm 30 anos ou menos. O projeto, que já gerou quase 20 bilhões de impressões nas redes sociais, opera nove torneios globais e planeja chegar a 30 em apenas três anos.

No Brasil, o alcance da competição tem sido muito maior do que em outros países. A final da Kings World Cup Nations (Copa do Mundo), realizada no Allianz Parque, casa do Palmeiras, registrou um público de 41.316 pessoas, mesmo sob forte chuva. A marca impressiona por ter ficado a apenas 141 pessoas de bater o recorde histórico do estádio, registrado no clássico entre Palmeiras e Corinthians em abril de 2023.

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Durante evento no Allianz Parque, o ex-zagueiro e fundador da liga, Gerard Piqué, revelou que clubes tradicionais do futebol brasileiro já entraram em contato interessados em parcerias ou franquias dentro do torneio.

Gerard Piqué Kings League
Piqué durante entrevista coletiva antes da final da World Cup Nations (Foto: Vinicius Harfush / Lance!)

— Há clubes que estão entrando no mundo da Kings League e querem ter parceria conosco. Há muito interesse, e agora estamos analisando a melhor forma de fazer isso. Não posso adiantar nada, porque, até ser anunciado, não posso dizer, mas sim (existem conversas para ter clubes brasileiros na Kings League) — afirmou Piqué em entrevista ao ge.

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A Kings League também conta com a presença de grandes influenciadores do cenário nacional e internacional em seus campeonatos, fator que atrai em cheio o público mais jovem. No Brasil, o projeto reuniu nomes de peso como o streamer Coringa (Loud), Nyvi Estephan (Nyvelados) e a cantora Ludmilla, que fez parte do Real Elite. O universo da música e das redes sociais também é representado pelo cantor de funk MC Hariel (Funkbol), além de Luva de Pedreiro e Jon Vlogs (Capim FC) e o fenômeno das lives, Gaules (G3x), entre outros grandes nomes do entretenimento brasileiro.

Além dos influenciadores, a Kings League ostenta uma gama de ex-jogadores e atletas em atividade. A competição conta com a chancela de Kaká, o último brasileiro a ganhar a Bola de Ouro, e o ídolo do Barcelona, Gerard Piqué, como organizadores. Na presidência das equipes, figuram jogadores e ex-jogadores de relevância mundial, como Sérgio Agüero (Kunisports), Lamine Yamal (La Capital FC), Neymar (FURIA FC), Luca Toni (Zeta Como), Chicharito Hernández (Olimpo United), Kenan Yildiz (Futbolistas Locos FC) e Samir Nasri (F2R). O torneio já teve ainda a presença de lendas como Ronaldinho Gaúcho (Porcinos FC), Francesco Totti (Stallions), Andrea Pirlo (Jijantes FC), Eden Hazard (Deptostra FC), Andriy Shevchenko (Ultimate Móstoles) e o rei do futsal, Falcão, entre outros grandes nomes.

Marcelo em ação pelo Skull FC na Kings League Espanha (Foto: Reprodução / Instagram)
Marcelo em ação pelo Skull FC na Kings League Espanha (Foto: Reprodução / Instagram)

O que se viu no Allianz Parque ou nas lives dos presidentes não é apenas um "futebol alternativo", mas uma resposta direta aos novos hábitos de consumo. Enquanto o cronômetro tradicional corre em busca de manter a atenção de uma geração, a Kings League entrega o gol no primeiro clique. Com o apoio de marcas históricas e o carisma de ídolos que transcendem as quatro linhas, a liga de Piqué prova que o segredo não é mudar o jogo, mas reinventar quem assiste. Se o futuro do futebol é híbrido, a Kings League já deu o pontapé inicial.

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