Brasil e neve: uma história em evolução nas Olimpíadas de Inverno
Brasil começa busca por medalhas no dia 10 de fevereiro

Com a maior delegação de sua história — 14 atletas —, o Brasil se prepara para entrar nas disputas de Milão-Cortina a partir do dia 10 de fevereiro com o Esqui Cross-Country. ❄️ Veja o calendário completo dos brasileiros. Esta edição marca a décima participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno, consolidando um caminho que começou tímido em 1992 e, desde então, testemunha uma evolução constante, embora ainda em busca de sua primeira medalha.
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A jornada olímpica
A história brasileira na neve começou nos Jogos de Albertville, França, em 1992. A delegação inaugural, composta por sete atletas — Christian Lothar Munder, Evelyn Schuler, Fábio Igel, Hans Egger, Marcelo Apovan, Robert Scott Detlof e Sérgio Schuler —, competiu apenas no esqui alpino e o resultado mais notável da edição foi o 41º lugar, por Christian Lothar.
Dois anos depois, em Lillehammer, Noruega (1994), a representação brasileira se reduziu a um único nome: Christian Lothar Munder, novamente no esqui alpino. Ele encerrou sua prova na 50ª colocação, o último entre os que a concluíram. Em Nagano, Japão (1998), o cenário se repetiu, com Marcelo Apovian sendo o único classificado, alcançando o 37º lugar.
O ponto de evolução brasileiro veio em Salt Lake City, Estados Unidos, em 2002, quando o país enviou 11 participantes e diversificou suas modalidades. O país estreou no bobsled, com Cristiano Rogério Paes, Edson Bindilatti, Eric Maleson e Matheus Inocêncio e no luge, com Renato Mizoguchi e Ricardo Raschini. A delegação também contou com Franziska Becskehazy e Alexandre Penna no esqui cross-country, e Mirella Arnold e Nikolai Hentsch no esqui alpino.
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A diversificação continuou em Turim, Itália (2006). A snowboarder Isabel Clark e a esquiadora Jaqueline Mourão (esqui cross-country) se juntaram a Mirella Arnold e Nikolai Hentsch (esqui alpino), Hélio de Freitas (esqui cross-country) e à equipe de bobsled, formada por Claudinei Quirino, Edson Bindilatti, Márcio Silva e Ricardo Raschini.
Nos Jogos de Vancouver, Estados Unidos (2010), o Brasil competiu com cinco atletas. A snowboarder Isabel Clark finalizou em 19º lugar, sendo a melhor colocação brasileira até 2022. A equipe era composta ainda por Maya Harrisson e Jhonatan Longhi (esqui alpino), e Jaqueline Mourão e Leandro Ribela (esqui cross-country)
Sóchi, Rússia (2014), marcou a estreia brasileira no biatlo, com Jaqueline Mourão, e na patinação artística, com Isadora Williams. O bobsled teve duplas (Fabiana dos Santos e Sally Mayara da Silva) e quartetos (Edson Bindilatti, Edson Martins, Fábio Gonçalves Silva e Odirlei Pessoni).
A trajetória seguiu em Pyeongchang, Coreia do Sul (2018), com nomes conhecidos como Isadora Williams (Patinação Artística), Isabel Clark (Snowboard) e Jaqueline Mourão (Esqui Cross-Country). A delegação incluiu Victor Santos (Esqui Cross-Country) e Michel Macedo (Esqui Alpino), além das duplas (Edson Bindilatti e Edson Martins) e quartetos (junto com Odirlei Pessoni e Rafael Souza da Silva) no bobsled.

A edição mais recente, em Pequim, China (2022), viu a estreia no skeleton com Nicole Silveira, alcançando sua melhor colocação individual do país até então ao cravar o 13º lugar, e no esqui estilo livre com Sabrina Cass. Jaqueline Mourão (Esqui Cross-Country) somou mais uma participação, ao lado de Eduarda Ribera e Manex Silva (Esqui Cross-Country), Michel Macedo (Esqui Alpino) e as equipes de bobsled: duplas (Edson Bindilatti e Edson Martins) e quartetos (com Jefferson Sabino e Rafael Souza da Silva).
➡️ Brasil chega a Milão-Cortina com chances reais de medalha inédita
Apesar de a história brasileira nos Jogos de Inverno ainda não contar com medalhas, a crescente participação e a diversificação das modalidades representam o esforço contínuo do país em se firmar no cenário das competições de neve e gelo. Milão-Cortina 2026, com sua delegação recorde, é o próximo capítulo desta jornada.
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